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    O tratamento medicamentoso contra puberdade precoce também pode ser utilizado em casos de endometriose?

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    O tratamento medicamentoso contra puberdade precoce tem como objetivo principal controlar os sintomas desse quadro, mas também pode ser utilizado em outros contextos. Os casos de endometriose, por exemplo, também podem se beneficiar do uso de tais medicações, mesmo que se trate de um problema completamente diferente, normalmente conduzido por médicos de especialidades distintas. 

    Utilização do tratamento medicamentoso em casos de endometriose


    “O análogo de GnRH (aGnRH) é uma medicação que pode ser usada para o tratamento
    tanto de puberdade precoce quanto de endometriose. A utilização dessa medicação para cada uma dessas patologias tem suas particularidades. As pacientes costumam ter boa resposta ao tratamento, porém são levadas a um estado de hipoestrogenismo, o que pode causar efeitos colaterais”, informa a ginecologista Fernanda Freire.

    Segundo a especialista, esses efeitos colaterais seriam: fogachos (ondas de calor); secura das mucosas vaginais; diminuição da libido; insônia;  e até mesmo perda óssea, com o uso a longo prazo. Sendo assim, nos casos de uso mais prolongado do remédio pode ser indicada a administração de estrogênio em conjunto com o GnRH para prevenir esses efeitos.

    “O GnRH é um hormônio liberado pelo hipotálamo, o qual estimula a hipófise (glândula que fica na base do cérebro) a produzir gonadotrofinas, LH e FSH. Esses hormônios, juntamente com os hormônios produzidos pelos ovários, coordenam o ciclo menstrual. O análogo de GnRH ocupa os receptores que seriam ocupados pelo GnRH, diminuindo, assim, a produção de gonadotrofinas, suprimindo a ovulação e diminuindo o estrogênio circulante. Dessa forma, não estimulam os focos de endometriose”, detalha a médica.

    Efeito da medicação no quadro de puberdade precoce


    No geral,
    o tratamento medicamentoso em questão, no contexto da puberdade precoce, consiste na aplicação de injeções regularmente até que a criança atinja a puberdade de fato. A medicação consegue reprimir a liberação dos hormônios sexuais iniciada precocemente, permitindo, assim, que o paciente mantenha características adequadas à sua faixa etária por mais tempo.  

     

    Foto: Shutterstock

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