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    É possível tratar a incontinência urinária masculina?

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    A incontinência urinária é um problema que afeta cerca de 10 milhões de brasileiros, principalmente após os 40 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Esse problema, apesar de ser mais comum em mulheres, também pode atingir os homens! O urologista João Paladino nos ajudou a entender melhor como identificar e como tratar a incontinência urinária masculina. 

    Sintomas de incontinência urinária

     

    Antes de mais nada, é preciso entender que não há apenas um tipo de incontinência. A SBU reconhece os seguintes: incontinência urinária de esforço, que é aquela em que a pessoa libera urina enquanto ri, tosse ou faz alguma atividade; a incontinência urinária de urgência, cujos sintomas são a constante vontade de fazer xixi no meio de suas atividades, muitas vezes não conseguindo conter até chegar ao banheiro; e, por fim, a incontinência mista, que mistura as duas anteriores. 

    De acordo com o urologista, há algumas possíveis causas da incontinência urinária: “A incontinência urinária tem etiologias diversas, mas as mais comuns são acidente vascular cerebral (AVCs), cirurgias oncológicas pélvicas, trauma raquimedular, o próprio envelhecimento (alteração de complacência) e a fraqueza muscular do assoalho pélvico, esta última mais frequente nas mulheres”. 

    Incontinência urinária masculina: como tratar?

     

    “O tratamento da incontinência urinária masculina varia conforme a etiologia, se secundária à hiperplasia prostática benigna com quadro de urge-incontinência, é possível fazer o tratamento medicamentoso com alfa-bloqueadores, antimuscarínicos e beta-3-agonistas ou indicação cirúrgica para desobstrução infravesical”, explica o médico. A cirurgia de incontinência urinária é chamada de cirurgia de sling e é uma opção que pode ser considerada, como diz Paladino. “Se secundária a cirurgias oncológicas pélvicas, é possível fazer tratamento fisioterápico associado ou não à terapia medicamentosa, além de cirurgias como o sling masculino e implante de esfíncter urinário artificial”, completa o especialista.

    Além do tratamento médico, o paciente pode e deve reverter o quadro a partir de mudanças no estilo de vida e hábitos diários, além de atividades físicas recomendadas. “Medidas comportamentais podem atrasar ou mitigar o surgimento do problema, como controle/perda de peso, atividade física com fortalecimento do assoalho pélvico, cessação do consumo de irritantes vesicais, tais como cigarro e café”, finaliza Dr. João.

     

    Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU): https://sbu-sp.org.br/publico/incontinencia-urinaria-afeta-a-vida-de-mais-de-10-milhoes-de-pessoas-no-pais/

    https://sbu-sp.org.br/publico/incontinencia-urinaria/

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