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Aneurisma da aorta: saiba mais sobre essa perigosa complicação da hipertensão descontrolada

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A hipertensão descontrolada representa um risco à saúde de todo o corpo e pode provocar diversas complicações. Entre elas está o enfraquecimento da parede da artéria aorta, capaz de levar à sua dilatação. “Quando essa dilatação é maior que 50% do seu diâmetro normal, isso é chamado de aneurisma de aorta”, afirma o cardiologista Cassian Rodrigues Belettini.

 

Tabagismo aumenta chances de desenvolver aneurisma

 

Segundo o especialista, o aneurisma de aorta é pouco frequente, com cerca de 10 casos a cada 100 mil pacientes ao ano. No entanto, é uma complicação que requer cuidados, já que a aorta é a principal artéria do corpo humano. Existem ainda outros tipos de aneurismas, que variam com a localização da artéria afetada, como aneurisma de aorta abdominal, aneurisma de aorta torácica e aneurisma cerebral.
Além da hipertensão, outras doenças e hábitos são fatores de risco para o aneurisma, como tabagismo, colesterol alto, síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos, Loeys-Dietz e Turner, doenças inflamatórias autoimunes e doenças infecciosas, como sífilis. Pacientes com familiares próximos que tiveram aneurisma de aorta também podem ter risco aumentado para o aneurisma de aorta.

 

Aneurisma não costuma provocar sintomas

 

Segundo Belettini, o aneurisma de aorta se desenvolve lenta e silenciosamente, assim como a hipertensão. “Em geral, não causa sintomas, até que alguma complicação ocorra. Assim, não se deve esperar o surgimento de sintomas para procurar um médico. Se você tem fatores de risco, procure seu médico. Ele irá orientar a idade em que você deverá fazer os exames para a detecção precoce de aneurisma de aorta”, alerta o profissional.
Se houver complicações, os sintomas variam de acordo com a localização do aneurisma. “Nos casos de aneurisma de aorta torácica, o sintoma mais comum é a dor, que pode ocorrer tanto no peito quanto nas costas. Nos aneurismas de aorta abdominal, os sintomas podem ser dor abdominal, dor na região lombar ou o surgimento de uma massa pulsátil próxima ao umbigo”, cita o cardiologista. 
Foto: Shutterstock

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