Cistite: Por que o problema atinge mais as mulheres?


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A cistite é um processo inflamatório que ocorre na bexiga acomete mulheres com mais frequência. O tipo mais comum e mais conhecido pela população é a cistite bacteriana, mas o problema também pode ser causado por fungos, medicamentos, tratamentos com radiação e pode surgir até como consequência de outras doenças, como a endometriose e a tuberculose pélvica.

Predominância da cistite em mulheres estaria ligada ao comprimento da uretra


De acordo com a ginecologista e obstetra Elisabete Pinheiro, uma a cada quatro mulheres terá algum episódio de cistite ao longo da vida. Apesar da ciência ainda não ter comprovado o motivo para essa predominância, existem hipóteses bem aceitas quanto à cistite bacteriana. “Acredita-se que a cistite na mulher é mais comum pelo menor comprimento da uretra, canal que liga bexiga à parte externa do órgão genital, que pode facilitar o trajeto das bactérias da vulva, vagina e ânus, até a bexiga”, afirma a médica.

Além disso, a profissional explica que os líquidos prostático e seminal funcionam como uma espécie de antisséptico urinário no homem, o que não ocorre na anatomia feminina. Outra hipótese envolve a predisposição genética, como explica Dra. Elisabete: “Algumas mulheres apresentam alterações nas células que revestem o sistema urinário, podendo aumentar a aderência das bactérias ao aparelho urinário e facilitando episódios de cistite”.

Sintomas da cistite em mulheres


Os principais sintomas da cistite são dor e ardência ao urinar, que podem estar associados a uma necessidade de urinar inúmeras vezes, mas em pequenas quantidades de volume. Algumas mulheres podem sentir ainda dor pélvica e urgência ao ter vontade de urinar, além de uma urina com coloração e odor mais fortes e com a presença de sangue.

No entanto, como em diversos problemas e alterações no corpo humano, o quadro clínico pode ser mais leve ou mais grave. Existem mulheres com cistite que não apresentam qualquer sintoma e apenas o resultado do exame de urina de rotina aparece com resultado alterado. Nesses casos, chamados de bacteriúria assintomática, somente alguns grupos de pacientes devem recorrer ao tratamento com antibióticos, como gestantes e mulheres que serão submetidas a procedimentos com sondagem vesical.

Dra. Elisabete de Souza Pinheiro é ginecologista e obstetra e atende no Rio de Janeiro. CRM-RJ: 52730599 – www.facebook.com/draelisabetepinheiro

Foto: Shutterstock

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