O baixo consumo de vitamina D pode causar depressão?


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Uma das funções mais importantes da vitamina D é sua atuação nos ossos, ajudando a fixar o cálcio no esqueleto e, assim, ajudando a prevenir doenças como a osteopenia e a osteoporose. Mas, o nutriente exerce ainda outro papel fundamental para a garantia da boa qualidade de vida: ajuda a proteger a saúde mental e, quando em falta, facilita o surgimento da depressão.

 

Baixa quantidade de vitamina D está ligada a maior risco de depressão

 


“Estudos atuais apontam que a
deficiência de vitamina D pode ser um fator de risco para desenvolvimento de depressão, principalmente em idosos e mulheres”, afirma a nutricionista Lívia Peres. O risco é maior também em pessoas que já sofreram com os sintomas da doença anteriormente.

Pesquisas feitas por médicos noruegueses e americanos conseguiram melhorar os sintomas de alguns pacientes depressivos com a administração de vitamina D. No entanto, Lívia acredita que são necessários mais estudos clínicos randomizados controlados para constatar se a suplementação do nutriente pode ajudar a prevenir a depressão.

 

Falta de vitamina D também é fator de risco para doenças neurodegenerativas

 


Mas, que tal já sair na frente e reforçar a quantidade de vitamina D na dieta com a ajuda de um nutricionista? Afinal, a falta do nutriente pode provocar outras consequências na saúde mental. “Segundo o pesquisador Ghislain Mpandzou, a deficiência de vitamina D pode levar ao aparecimento de doenças neurológicas, como a esclerose múltipla, e doenças neurodegenerativas, como esclerose lateral amiotrófica, doença de Parkinson e doença de Alzheimer”, diz a especialista.

A principal fonte de vitamina D é proveniente da luz solar. Quando a pele é exposta aos raios ultravioleta, o organismo faz a síntese do nutriente. Uma quantidade menor da vitamina D do organismo também é obtida pela alimentação. Alimentos como peixes gordurosos (salmão, sardinha, atum, etc.), óleo de fígado de peixe, gema de ovo e cogumelos shitake são exemplos de fontes da vitamina D. Entretanto, fatores como baixa ingestão de alimentos que contém o nutriente, a hora do dia, época do ano e local de habitação, além de aspectos individuais como cor da pele, envelhecimento e uso de protetor solar, são fatores importantes na produção da vitamina D. O uso de protetores solares, por sua vez, é medida importante para manutenção da saúde da pele. Nestes casos, a suplementação do nutriente é uma opção importante, que deve ser discutida com um médico.

 

Lívia Peres é nutricionista graduada pela Universidade Federal de Alfenas, especialista em Nutrição Clínica e Terapia Nutricional pelo GANEP e atua em São Paulo. CRN-SP: 35030

 

Foto: Shutterstock

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