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Senescência e senilidade: saiba qual a diferença

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Senescência e Senilidade – O que você precisa saber sobre o processo de envelhecimento humano

A ideia de que o envelhecimento é dominado pela doença é algo bastante presente no imaginário populacional. No entanto, nem sempre se mostra como algo real, pois, mesmo existindo perdas, tanto no nível biológico como econômico, social e psicológico, a manutenção das atividades e do engajamento social e familiar favorece um envelhecimento saudável.

Há uma grande diferença entre os termos senilidade e senescência no âmbito teórico e também na vivência. Ambos são ligados ao envelhecimento, no entanto, são quadros com impactos muito diferentes sobre a saúde.

O que é senescência?

A senescência abrange todas as alterações produzidas no organismo de um ser vivo – seja do reino animal ou vegetal – e que são diretamente relacionadas a sua evolução no tempo, sem nenhum mecanismo de doença reconhecido. São, portanto, as alterações pelas quais o corpo passa e que são decorrentes de processos fisiológicos, que não caracterizam doenças e são comuns a todos os elementos da mesma espécie, com variações biológicas. Vale ressaltar que esse processo, apesar de universal, varia de um indivíduo para outro, ou seja, uns envelhecem “melhor” que outros, dependendo de fatores genéticos e ambientais.

O que é senilidade?

Já a senilidade é um complemento da senescência no fenômeno do envelhecimento. Os geriatras definem como condições que acometem o indivíduo no decorrer da vida baseadas em mecanismos fisiopatológicos. São, dessa forma, doenças que comprometem a qualidade de vida das pessoas, mas não são comuns a todas elas em uma mesma faixa etária. Assim são a perda hormonal no homem que impede a fertilidade, a osteoartrite,a depressão e o diabetes, entre outros comprometimentos. É importante ficar claro que nem toda alteração significa doença, mas devemos ficar atentos para não atribuir alguns processos que surgem na velhice ao envelhecimento normal do organismo.

O que causa senescência?

Diversos fatores podem acelerar o processo de envelhecimento, sendo esses fatores que influenciam na chegada da Senescência:

– Nutrição inadequada ao longo da vida: uma série de fatores influenciam no estado nutricional do idoso, necessitando de uma investigação detalhada para uma adequada intervenção nutricional. Os hábitos alimentares são parte fundamental para assegurarmos a qualidade de vida do idoso. A alimentação correta pode aumentar a capacidade funcional e diminuir a ocorrência de doenças.

– Sedentarismo: o sedentarismo e o envelhecimento estão diretamente ligados. Isso porque, a ausência de exercício físico, também influencia no envelhecimento, que é resultado da soma de fatores externos (qualidade de vida) e internos (fatores genéticos).

– Isolamento social: A OMS (Organização Mundial de Saúde) tem um documento que educa sobre as questões relacionadas à Solidão e ao Isolamento Social e nele existem fortes evidências que o isolamento social e a solidão aumentam os riscos da população idosa de problemas de saúde física (doenças cardiovasculares e derrames) e problemas de saúde mental (como declínio cognitivo, demência, depressão, ansiedade, ideação suicida e suicídio).

– Presença de doenças crônicas não tratadas: doenças crônicas em idosos são comuns e podem ser ocasionadas por diversos fatores.s. Independente da causa, fatores de risco modificáveis como tabagismo, ingestão alcoólica excessiva, sedentarismo, consumo de alimentos não saudáveis e obesidade aumentam as chances das doenças se desenvolverem. Quando não tratadas, as DCNT (Doenças Crônicas não transmissíveis) ocasionam diversos prejuízos à saúde do idoso acarretando em descompensação clínica e prejuízos à saúde.

Efeitos da senescência no Organismo

A Senescência é o processo de envelhecimento natural e isso trás ao corpo diversos sinais e limitações não percebidas antes nas outras fases da vida:

– Efeitos da senescência no sistema osteomuscular: com o envelhecimento, pode haver perda de massa muscular e alterações na estrutura óssea,, limitando ou dificultando a capacidade funcional. A atrofia muscular provoca a perda do tônus e da força.

– Efeitos da senescência no sistema circulatório: as paredes de vasos tendem a  ficar mais rígidas e espessas e o  funcionamento do sistema circulatório pode sofrer alterações,  apresentando insuficiência circulatória e alterações significativas na pressão arterial.

– Efeitos da senescência no sistema nervoso: a senescência também ocasiona atrofia cerebral e redução dos neurônios. O cérebro perde entre 5% a 10% do seu peso. Essas alterações repercutem na capacidade de memória e raciocínio.

– Efeitos da senescência no sistema digestivo: ocorre a redução da mobilidade e da capacidade de absorção do intestino. A mucosa oral atrofia e as papilas da língua diminuem. A redução da massa muscular da face e a perda de dentes contribuem para a dificuldade na mastigação. O estômago demora mais para esvaziar e a secreção gástrica também é reduzida em decorrência da senescência. Isso pode fazer com que alguns medicamentos sejam inativados ou tenham seus efeitos reduzidos.

– Efeitos da senescência no sistema gênito-urinário: a capacidade de filtração renal diminui e, com isso, a excreção de medicamentos fica prejudicada e o risco de insuficiência renal aumenta. A capacidade de armazenar a urina na bexiga também fica reduzida, bem como, em homens, o aumento da próstata pode comprometer o fluxo urinário.

Diferenças entre Senilidade e Senescência

Há diferença entre os termos Senilidade e Senescência, apesar de ambos serem relacionados ao envelhecimento. No entanto, são quadros com impactos diferentes sobre a saúde.

Senescência: abrange todas as alterações que ocorrem no organismo humano no decorrer do tempo e que não configuram doenças.- Aparecimento de cabelos brancos;
– Queda de cabelo;
– Perda de flexibilidade da pele;
– Aparecimento de rugas;
– Redução de estatura;
– Perda de massa muscular.

Senilidade: condição que acomete o indivíduo no decorrer da vida, devido a mecanismos fisiopatológicos.
– Surgimento de doenças crônicas (hipertensão, diabetes, insuficiência renal e cardíaca, doença pulmonar crônica e outras);
– Interferências ambientais e de medicamentos;
– Demência;
– Doença de Alzheimer;
– Depressão;
– Perda de memória, confusão e desorientação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

https://geriatriagoiania.com.br/qual-a-diferenca-entre-a-senilidade-e-senescencia-no-ambito-da-geriatria/

https://www.sbgg-sp.com.br/senescencia-e-senilidade-qual-a-diferenca/

https://www.marinha.mil.br/saudenaval/content/senesc%C3%AAncia-x-senilidade

https://acvida.com.br/atividades/senescencia-e-senilidade/

https://www.reab.me/qual-a-diferenca-entre-o-idoso-senil-e-senescente

https://www.reab.me/solidao-e-isolamento-social-na-velhice-quais-as-consequencias/

https://acvida.com.br/saude/doencas-cronicas-em-idosos/

https://abmae.com.br/entenda-a-relacao-entre-sedentarismo-e-envelhecimento/

https://www.modernaidade.com.br/artigo-nutricao-no-processo-de-envelhecimento/

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