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    Repelentes contra mosquitos podem ajudar a afastar outros insetos vetores de doenças?

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    Repelentes são produtos importantes para se livrar de mosquitos e suas complicações, mas também servem para afastar outros insetos que causam doenças. Segundo a Dra. Diana Galvão, os principais repelentes são compostos por substâncias capazes de manter longe da pele não apenas os mais variados tipos de mosquitos, como também pernilongos e carrapatos.
    “Os principais repelentes são ativos também contra outros artrópodos de importância médica, como carrapatos e outros mosquitos que transmitem doenças (mosquito transmissor da Malária, por exemplo). Atuam ainda contra pernilongos, que atualmente sabe-se que são capazes de transmitir a zika”, aponta a médica.

     

    Como os repelentes atuam para afastar esses insetos?

     


    Os repelentes devem ser aplicados diretamente na pele
    ou sobre as roupas, mas nunca na pele abaixo de área coberta pela roupa. Segundo informa a especialista, os três principais ingredientes ativos de repelentes comercializados no Brasil são DEET, icaridina e IC3535. O DEET é um dos ativos mais conhecidos. “O mecanismo de ação do DEET consiste em se ligar a receptores olfatórios do inseto, afastando-o da pele ainda em vôo”, afirma Diana. “É capaz de repelir o Aedes por tempo superior a 3 horas quando aplicado à pele”.

    Já a icaridina, por outro lado, é um composto derivado da pimenta e se destaca na ação de longa duração, protegendo a pele do usuário por até 13h, dependendo da concentração da substância na fórmula do repelente. Uma outra vantagem é que a icaridina é segura para gestantes e crianças a partir de seis meses de idade.

     

    Repelentes à base de plantas têm curta duração

     


    A médica especialista em doenças infecto-parasitárias indica ainda os repelentes à base de plantas como opções para afastar insetos. Todavia, sua eficácia é em grande parte limitada pela curta duração do efeito após aplicação na pele ou nas roupas, em decorrência da alta volatilidade dessas substâncias. “Exemplos desses repelentes são o óleo de andiroba, óleo de citronela e óleo do eucalipto limão”, completa.

     

    Dra. Diana Galvão Ventura é especialista em doenças Infecto-parasitárias e mestre em microbiologia médica humana pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), além de chefe do serviço de controle de infecção hospitalar do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, FIOCRUZ-RJ. CRM-RJ: 5272472-6

     

    Foto: Pixabay

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