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    Por que é tão importante a conscientização sobre o câncer de próstata?

    Novembro Azul
    Prevenção

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    A campanha Novembro Azul existe com o intuito de conscientizar a sociedade de maneira geral da importância de ter atenção com as doenças masculinas, especialmente o câncer de próstata. Considerado grave, este quadro é perigoso não apenas pela dificuldade das complicações decorrentes, mas também pelo fato de se desenvolver sem apresentar sintomas.

    Sintomas e diagnóstico do câncer de próstata


    “O câncer de próstata é uma doença grave, que pode oferecer risco de vida, porém curável em mais de 95% das vezes, quando diagnosticado cedo. Ela aparece nos homens a partir dos 60-65 anos, sem apresentar sintomas na maioria das vezes”, aponta o especialista Guilherme Maia. Portanto,
    a conscientização da doença é crucial para que as pessoas busquem ter o diagnóstico o mais breve possível.

    O médico explica que a doença é silenciosa até que se encontre em seu estágio avançado. Nessa fase, o homem pode apresentar dificuldade para urinar, jato fraco, urgência e até dor nos ossos. “O diagnóstico é feito com exames de sangue de rotina para triagem do câncer (PSA), com toque retal ou após uma ressonância magnética de próstata com resultado alterado”.

    Prevenção e tratamento do câncer de próstata


    Ainda segundo o profissional,
    a prevenção do câncer de próstata é feita com consultas urológicas a partir dos 40 anos (pacientes com fatores de risco, como: negros, parentes de 1º grau que já tiveram câncer de mama ou próstata, fumantes e obesos) ou 45 anos de idade (sem fatores de risco). “Nessas consultas será feito o exame retal digital (toque) e solicitado anualmente um PSA”.

    Já o tratamento da doença vai depender do grau da biópsia e nível do PSA. “Se for leve, pode-se acompanhar e realizar PSA, toque e biópsia todo ano. Quando moderado, recomenda-se radioterapia ou cirurgia (aberta, laparoscópica ou mais modernamente, a robótica). Caso seja grave, são indicados cirurgia paliativa (prevenir complicações), bloqueio hormonal da testosterona e/ou radioterapia”.

    Dr. Guilherme Maia é médico formado pela Universidade de Ribeirão Preto (SP). Especializado em Laparoscopia pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), diplomado em Cirurgia Minimamente Invasiva Urológica pela Universidade de Strasbourg e especializado em Uro-Oncologia, Laparoscópica e Robótica pelo Hospital Diaconesses Croix Saint-Simon. CRM: 16.161

    Foto: Shutterstock

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