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    Hanseníase tem cura: tratamento eficaz pode combater a doença

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    A hanseníase, antigamentetambém conhecida como lepra, é uma doença milenar que historicamente carregou estigmas e mitos, causando medo e preconceito na sociedade. Entretanto, é importante destacar que a hanseníase tem cura e que o tratamento eficaz está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Neste artigo, exploraremos os principais aspectos do tratamento, as formas clínicas da doença, os sintomas e como a ciência tem se empenhado para erradicar essa enfermidade.

     

    Hanseníase: A doença e suas formas clínicas

     

    A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, mas pode, em casos mais graves, atingir os olhos e outros órgãos. A doença apresenta diferentes formas clínicas, sendo as principais: indeterminada, tuberculóide, borderline ou dimorfa, e virchowiana. Com base nas características clínicas, o tratamento é classificado em dois tipos: paucibacilar (poucos bacilos) e multibacilar (muitos bacilos).

     

    Os Sintomas e Diagnóstico:

     

    Os sintomas da hanseníase podem variar conforme a forma clínica e a resposta imunológica do paciente ao bacilo, como:

    • Manchas na pele;

     

    • Dor;

     

    • Dormência;

     

    • Formigamento;

     

    • Comprometimento da enervação. 

     

    O diagnóstico é clínico, realizado por médicos dermatologistas, através da avaliação das lesões e da perda de sensibilidade. Exames laboratoriais como baciloscopia e biópsia podem ser utilizados para confirmar o diagnóstico em casos mais complexos.

     

    Hanseníase tem cura?

     

    A hanseníase tem cura, e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS. A terapia preconizada é a poliquimioterapia, ou seja, a combinação de dois ou três medicamentos antibióticos específicos para a doença. O tempo de tratamento varia de acordo com a forma clínica, durando de 6 meses para a forma paucibacilar até 1 ano para a forma multibacilar. A rifampicina é a principal droga utilizada e é altamente eficaz na eliminação dos bacilos. Em casos multibacilares, a clofazimina é adicionada ao esquema terapêutico.

     

    A adesão rigorosa ao tratamento é fundamental para alcançar a cura e evitar a resistência bacteriana. Ao seguir o tratamento até o fim, o paciente deixa de ser contagioso e não transmite mais a doença para outras pessoas.

     

    Erradicação e Desafios Futuros:

     

    Apesar dos avanços no tratamento e das campanhas de conscientização, a hanseníase ainda persiste em alguns países, incluindo o Brasil. O combate à doença requer ações conjuntas entre governos, organizações de saúde e a sociedade como um todo. A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações e sequelas.

     

    Além disso, a luta contra o estigma e o preconceito relacionados à hanseníase é um desafio importante, visto que o diagnóstico tardio muitas vezes está associado ao medo da rejeição social. A informação correta e a conscientização são armas poderosas para superar o estigma e promover o diagnóstico precoce.

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