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É possível desenvolver o TOC na terceira idade?

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O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pode acometer pessoas de diferentes faixas etárias, sendo mais comum em crianças, jovens e adultos. Nos idosos, especialmente, a doença se manifesta com menor frequência. Em muitos casos os sintomas iniciais surgem ainda na infância e se desenvolvem conforme o indivíduo cresce, mas também ocorre deles se manifestarem pela primeira vez mais tarde.  

Tratamento de TOC em idosos é difícil


Além do transtorno não ser tão observado na velhice, seu tratamento nesta fase costuma ser mais complicado pela dificuldade maior que os integrantes da terceira idade tem em modificar comportamentos. “Alterar hábitos e compulsões de idosos exige um trabalho mais demorado, o que também ocorre para medicá-los”, explica a psiquiatra Lee Fu-I.

Essa dificuldade de tratar o transtorno em idosos se deve muito à ausência do diagnóstico precoce, pois desta forma os anos passam sem que haja o conhecimento da doença. Abre-se, então, margem para que ela se desenvolva ao longo da vida. Ao chegar em uma idade avançada sem tratamento algum, fica quase impossível reverter ou até mesmo amenizar quadro.

Outras doenças podem acentuar sintomas de TOC em idosos


De acordo com Lee “isso acaba acontecendo quando os sintomas não eram tão evidentes. Com o avanço da idade, o indivíduo se torna um idoso que tende a ser mais teimoso e insistente em seus atos, o que configura esse cenário complexo”. Apesar de tudo, a psiquiatra afirma que não há estudos científicos sobre TOC na terceira idade.

Outro ponto da questão é o fato da saúde mais frágil dos idosos, sujeitos aos mais variados tipos de doenças, contribuir para acentuar os sintomas do TOC. “Se um idoso começa a ter algum problema de saúde, tende a sentir-se inseguro, ter mais preocupações e, enfim, tentar repetir ações que podem se tornar compulsões/manias”.
Foto: Shutterstock

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