O TOC pode ser um sintoma da esquizofrenia?


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As obsessões e a compulsões características do TOC podem ser, por vezes, incomuns, ao ponto de remeter a sintomas típicos da esquizofrenia, o que aproximaria os dois transtornos psicológicos. Contudo, um paciente com TOC tem a consciência de que sua obsessão não faz sentido (apenas não consegue controlá-la), diferentemente de um esquizofrênico. Portanto, não há uma ligação direta entre os quadros.

Diferenças e semelhanças entre TOC e esquizofrenia


“TOC e esquizofrenia são dois transtornos psiquiátricos diferentes, sendo que um não pode ser considerado sintoma do outro. O que podemos verificar é que no curso da esquizofrenia há a presença de sinais e sintomas que surgem antes do início da doença (pródromo). Em alguns casos de adolescentes, o início súbito de comportamento obsessivo-compulsivo foi considerado como sendo esse pródromo”, comenta a psiquiatra Ana Cláudia Ducati.

Segundo a médica, o paciente com TOC pode não ter uma percepção plena de sua doença, o que geraria uma certa semelhança com a esquizofrenia. “Mas mesmo assim o TOC é distinto de um transtorno delirante ou psicótico, pois os indivíduos com TOC têm obsessões e compulsões, e não outras características da esquizofrenia, como por exemplo, alucinações e delírios”.

Tratamento de TOC e esquizofrenia e comorbidade

Para ambos os transtornos é indicado o uso de medicações psicotrópicas, assim como terapias psicossociais. “Para o TOC, a principal escolha são os antidepressivos. Em alguns casos, a associação com antipsicóticos mostrou-se eficaz para a redução de sintomas. Para a esquizofrenia, a principal escolha de psicofármacos são os antipsicóticos”, diferencia Ana Claudia.

O TOC raramente ocorre sozinho, o que significa que muitas vezes coexiste com outro transtorno psicológico. “Contudo, ainda não é possível afirmar se o fenômeno da comorbidade ocorre pela coexistência de entidades diagnósticas distintas ou se é resultado da sobreposição de sintomas e síndromes. Segundo uma revisão científica, é estimado que cerca de 12% dos pacientes com esquizofrenia apresentam diagnóstico em comorbidade com o TOC”.

Dra. Ana Claudia Ducati Dabronzo é psiquiatra geral e da infância e adolescência, formada pela Universidade de São Paulo (USP). CRM: 150.562

Foto: Shutterstock

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8 comentários para "O TOC pode ser um sintoma da esquizofrenia?"

Juliana Rufino Pereira sales

Ah 2 anos eu descobrir que tenho toc! Consegui melhorar 90% mas quando fico ansiosa o toc volta com muita entidade!Meu toc é em relação a limpeza de casa principalmente com parede!

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Juliana, por isso é importante seguir o tratamento prescrito, assim você conseguirá controlar os fatores que podem te levar a ter uma recaída. Abraços.

Emilly

Tenho 12 anos,e tenho Toc,é horrível….Fico cheia de Pensamentos Obsessivos e me Sinto Culpada por Qualquer coisinha simples

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Emilly, é importante seguir as recomendações médicas para que você mantenha uma qualidade de vida. Temos em nosso site matérias sobre este assunto que podem te auxiliar. Segue o link de uma delas: https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/toc/como-melhorar-vida-convivendo-com-toc

Vera

Tenho uma dúvida meu irmão está com sinão mas de tocar toma banhos muito demorado problemas de limpeza e viciado em jogar não se alimenta direito quando começa comer só começa lanche está muito magro será esquizofrenia também por favor se puder me ajudar com mais informações.

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Vera, não temos como diagnosticar o seu irmão somente com essas informações. É necessário que ele realize uma consulta com o médico especialista, que irá avaliá-lo e indicará a conduta adequada a ser seguida. Abraços.

Jessica

Oi quando a pessoa tem pensamentos intrusivos sempre o mesmo e TOC? Tenho dois desde os 13 hj tenho 23 ele fica um bom tempo sem vim e logo depois ele volta e do cunho sexual

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Jessica, é complicado diagnosticá-la apenas com essas informações. É necessário realizar avaliação com o médico especialista para que ele possa realizar o diagnóstico e, caso seja necessário, prescrever um tratamento. Abraços.

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