Existem diferentes níveis de TOC? Especialista explica!


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O transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC, é uma doença psiquiátrica que tem o desenvolvimento de pensamentos obsessivos e compulsões como principais características. Estes sintomas envolvem preocupações excessivas com doenças, higiene e arrumação, que se transformam em rituais repetidos com frequência. Os casos de TOC podem ser divididos em diferentes níveis.

Alguns pacientes com TOC sabem que suas obsessões não são reais


“Quanto aos especificadores da quinta edição do Diagnóstico Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), deve-se avaliar se o TOC ocorre com insight bom ou razoável, insight pobre ou insight ausente”, afirma a psiquiatra Érika Mendonça de Morais. Isso significa que a diferenciação entre os níveis de TOC se dá por meio da capacidade de cada paciente de perceber que suas obsessões não são verdadeiras.

“No TOC com insight bom ou razoável, o indivíduo percebe que as obsessões (pensamentos impulsivos ou imagens intrusivas e recorrentes) não são verdadeiras ou que provavelmente não são verdadeiras”, explica a médica. O paciente pensa que está sujo de maneira obsessiva, mas sabe que seu pensamento não é verdadeiro, embora não consiga controlá-lo.

Pacientes de TOC com insight ausente precisam de tratamento mais complexo


Já no TOC com insight pobre, o indivíduo acredita que suas obsessões são provavelmente verdadeiras. Seguindo o exemplo anterior, o paciente acredita estar sujo, mesmo não tendo nenhuma evidência de sujeira. “No TOC com insight ausente, o indivíduo está completamente convencido de que as obsessões são verdadeiras. A pessoa acredita que está suja, lava as mãos e continua acreditando nisso, não sendo possível argumentar com ela”, diz a especialista.

Quanto pior o insight, mais grave será a doença e mais complexo será o mais complexo será o tratamento. Os pacientes com melhor insight compreendem melhor o transtorno, buscam e aceitam o tratamento. Segundo Érika, a intensidade dos sintomas, avaliada a partir do tempo que a pessoa gasta por dia com suas obsessões e compulsões e no quanto estes sintomas a impedem de seguir sua rotina, não está diretamente relacionada à capacidade de insight.

Dra. Érika Mendonça de Morais é psiquiatra formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e atua em São Paulo. CRM-SP: 124933

Foto: Shutterstock

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