Verão: descubra por que a estação do sol é prejudicial para quem tem herpes


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Com a chegada do verão, a frequência de atividades ao ar livre aumenta bastante. No entanto, o momento que muitos consideram de prazer e diversão pode trazer muito desconforto. O período mais quente do ano é marcado pelo aumento da incidência de doenças como o herpes. “A exposição solar reduz consideravelmente a eficiência da imunidade celular da pele. Dessa forma, o vírus se manifesta com as lesões”, conta a dermatologista Dra. Juliana Jordão. Nessa estação, os cuidados com a saúde precisam ser dobrados.

 

Herpes labial é o tipo mais comum

 

O herpes simples tipo 1 é a manifestação mais comum da doença e pode surgir em qualquer área da pele, sendo a região labial a mais afetada. É também o que causa mais vergonha, em especial nas mulheres, já que as feridas ao redor da boca ou nos lábios mexem com a autoestima. O herpes simples tipo 2, muito similar ao tipo 1, afeta a região genital. O herpes zoster, por outro lado, afeta qualquer área da pele. “A infecção é causada pelo vírus da Varicela-zoster, que causa a varicela, também conhecida como catapora, e pode levar ao quadro de herpes zoster no futuro”. Em todos os casos, o vírus depois de adquirido, permanece para sempre alojado nas terminações nervosas. “Os sintomas passam por ardência, coceira, vermelhidão, pequenas bolhas que evoluem para crostas e, no caso do herpes zoster, para dor local prolongada em alguns casos”.

 

Infecção do herpes pode ocorrer ao contato com objetos compartilhados

 

Juliana conta que o momento de maior contágio do herpes simples é através do contato com secreções de pessoas infectadas pelo vírus, especialmente na sua fase inicial, onde há a presença de bolhas e secreção serosa. “Basta o contato com os mesmos objetos como copos e talheres, ou diretamente com a lesão através do beijo ou contato sexual”. No entanto, as crises não são os únicos momentos de transmissão do vírus do herpes labial. “De tempos em tempos o vírus aparece na saliva, mantendo o paciente contagioso por alguns dias, mesmo quando não há lesão ativa”.

 

Quem já desenvolveu alguma lesão deve ficar atento

 

Muitas pessoas são portadoras do vírus, mas não chegam a desenvolver a lesão na pele. Porém, quem já teve a primeira manifestação do problema deve ficar mais atento no verão, pois, apesar das lesões aparecerem com frequência variada de uma pessoa para outra, uma vez contraído o vírus, sempre há a possibilidade das feridas voltarem. O consumo de remédios antivirais pode ajudar a regredir esse processo.

 

Não existe cura, mas existem cuidados importantes

 

No verão as pessoas saem de férias e acabam se descuidando na alimentação e, assim, deixam sua imunidade fragilizada. Apesar da doença não ter cura, existem meios de fortalecer o organismo e a pele nos dias quentes para não deixar o herpes tirar o prazer dessa estação. Quem tem o vírus deve estar atento para evitar fatores que podem contribuir para a sua manifestação. “Evite a exposição solar prolongada e sempre que for à praia ou à piscina use protetor solar. Mantenha uma boa hidratação e alimentação, além de um controle dos quadros de estresse”.

 

Juliana Jordão é médica pós-graduada em Dermatologia, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, com Especialização em Laserterapia e Fotodermatologia na Skin and Laser Center of Boom, em Boom, na Bélgica. CRM: 23783 – PR

 

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