Por que a obesidade pode piorar a qualidade do sono?


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A qualidade do sono é um fator de extrema importância para a saúde de um indivíduo. Dormir mal durante uma ou várias noites representa uma perda no bem-estar que se reflete no mau desempenho nos estudos e no trabalho e prejudica o relacionamento com as pessoas. A obesidade é uma das razões para a queda da qualidade do sono.

“A pessoa obesa poderá ter uma série de situações associadas à má qualidade do sono, tais como ronco, apneia, insônia, pesadelos e agitação noturna”, afirma a nutricionista Adriana Ávila. No dia seguinte a uma noite mal dormida, o indivíduo acorda com sonolência, olheiras e alterações no humor. Adriana diz que algumas pessoas recorrem a produtos com cafeína, como chás, café e energéticos para se manter acordada.

Bola de neve

O problema vai ainda mais além: a combinação de problemas no sono com a obesidade pode formar um ciclo vicioso. “Um menor número de horas dormidas aumenta a expressão do hormônio grelina, que nos faz ter mais fome, e reduz a expressão do hormônio leptina, que nos faz sentir menos fome”, explica Adriana.

A nutricionista alerta que, além da pessoa sentir mais fome, a escolha dos alimentos recai em doces, biscoitos e lanches com mais calorias. De acordo com a profissional, quem fica mais tempo acordado acaba comendo mais. Isso desajusta o relógio biológico do corpo, prejudicando o sono e modificando o controle da ingestão de alimentos.

A alimentação é a chave

Parte da resposta para o problema está na adoção de hábitos saudáveis em relação à alimentação. “É preciso ingerir a quantidade suficiente de calorias de acordo com a idade, sexo, peso, altura e atividade física. Realizar de cinco a seis refeições por dia, comendo um volume controlado de alimentos”, aconselha Adriana.

A nutricionista recomenda a inclusão de carnes, leites magros, verduras, legumes, frutas e produtos integrais na alimentação e a redução da quantidade ingerida de sal, gordura e açúcar. Para o período da noite, ela indica o consumo de alimentos com triptofano, como feijão, frango e peru, que ajudam no sono, além de sementes e oleaginosas. Caso a pessoa tenha o costume de comer de madrugada, ela aconselha preparar previamente um lanche leve e saudável.  

Dra. Adriana Ávila é formada pelo Centro Universitário São Camilo e atua em São Paulo. CRN-SP: 3-2816.

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