A infecção causada pela H. pylori é mais grave em crianças e idosos?

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que ao menos 50% da população mundial esteja infectada com a bactéria Helicobacter pylori, também conhecida como H. pylori. A maioria das pessoas vive com o micro-organismo de forma assintomática, mas em outros casos pode haver indigestão, dores, queimação, náuseas, vômitos, úlceras e sangue nas fezes.

O primeiro contato com a bactéria geralmente ocorre na infância, principalmente em lugares em que não há condições sanitárias adequadas, mas os sintomas aparecem mais na terceira idade. “Não há diferença de gravidade da infecção em si de acordo com a faixa etária, mas a infecção é mais comum em idosos do que em crianças” afirma o gastroenterologista Fábio Maximiano.

Como é feito o diagnóstico da infecção?


Há inúmeros métodos possíveis de diagnóstico, como testes respiratórios, biópsias gástricas realizadas durante a endoscopia e pesquisa da bactéria nas fezes”, explica o médico. Os testes respiratórios avaliam se há isótopos radioativos presentes no gás carbônico exalado, nas coletas de sangue busca-se a existência de anticorpos, no exame de fezes verifica-se a presença de antígenos da bactéria, enquanto na endoscopia são analisados fragmentos da mucosa gástrica.

Alguns estudos científicos classificam a ingestão de alimentos e bebidas contaminadas como a principal causa da infecção. Um dos problemas mais comuns que a bactéria causa no organismo é a gastrite. A Helicobacter pylori provoca o enfraquecimento do revestimento responsável pela proteção do estômago, provocando o surgimento de feridas e úlceras nas paredes do órgão, devido ao contato com o suco gástrico.

Entenda como é o tratamento contra a H. pylori 


Ao receber o diagnóstico, o próximo passo é
eliminar totalmente a bactéria do estômago. O tratamento é feito com medicamentos antibióticos e dura em média 14 dias e a eliminação total da H. pylori é bem-sucedida em 90% dos casos. No entanto, alguns casos podem demandar medidas adicionais. É recomendado, por exemplo, adotar mudanças na alimentação para estabilizar a acidez estomacal, evitando comidas gordurosas e com pH ácido, como café e refrigerantes.


Dados da
Organização Mundial da Saúde (OMS): https://www.who.int/bulletin/archives/79(5)455.pdf

Foto: Shutterstock

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dr. Fabio Luiz Maximiano

Dr. Fabio Luiz Maximiano

Gastroenterologia

CRM: 117078 / SP

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