Por que a interrupção de tratamento oferece riscos maiores para hipertensos?


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Não dá para brincar com a hipertensão. A doença, caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea acima dos níveis considerados saudáveis, atinge cerca de 30 milhões de brasileiros e, se mal controlada, pode acarretar em uma série de problemas em todo o corpo. O tratamento deve ser iniciado logo após o diagnóstico.

De acordo com a cardiologista Caroline Nagano, o tratamento para a hipertensão abrange mudanças no estilo de vida, como a adoção de uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos, além do uso de remédios se necessário. “Para alguns casos iniciais, pode-se tentar o tratamento não medicamentoso isoladamente por até seis meses para depois introduzir medicamentos”, diz a médica.

Os riscos da interrupção

Assim que o tratamento for iniciado, ele não deve ser interrompido sem o aconselhamento de um especialista. A medicação deve ser tomada conforme o recomendado. “É importante não falhar nenhuma dose porque, embora você possa estar se sentindo bem, sua pressão arterial pode subir a qualquer momento”, afirma o cardiologista Abel Magalhães.

A interrupção pode provocar consequências rápidas. “Existem os riscos imediatos da suspensão abrupta de alguns remédios, com retorno dos sintomas e picos de pressão alta, cefaleia e risco de acidente vascular cerebral do tipo hemorrágico”, explica Dra. Caroline.

Agravamento sem sintomas

O fim do tratamento pode ser pior do que em relação a outras doenças, já que em muitos casos ele é assintomático. A hipertensão pode se agravar lentamente e trazer problemas em todo o organismo. “Parar repentinamente um tratamento pode ser perigoso, uma vez que a hipertensão pode causar dano permanente a órgãos vitais do seu corpo”, destaca Magalhães.

Com o tempo, os rins, o coração e o cérebro começam a sofrer as consequências da ausência do tratamento, aumentando consideravelmente os riscos de AVCs, infartos e insuficiência renal. Pacientes diabéticos veem o quadro de saúde agravar e até mesmo os olhos podem ser afetados com o comprometimento da função da retina, que pode levar à cegueira.

Dra. Caroline Nagano é cardiologista formada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e atua em São Paulo. CRM-SP: 145246

Dr. Abel Magalhães é cardiologista formado pela UFRJ e atua no Rio de Janeiro. CRM-RJ: 5258558-8 – http://www.abelmagalhaes.com.br/

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