É verdade que quase todo mundo tem herpes?

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O herpes é uma doença infecciosa viral que pode provocar o herpes labial e o herpes genital. Por ser um problema extremamente comum, há uma sabedoria popular que conta que, na verdade, quase todo mundo tem herpes. Será que isso é verdade ou apenas um mito? Para desvendar esse mistério, a dermatologista Flávia Diniz esclareceu as principais dúvidas sobre essa virose. Confira! 

O que é herpes? Todo mundo tem herpes?

O herpes é causado pelos vírus herpes simples tipo 1 e 2, responsáveis pelo herpes labial e pelo herpes genital, respectivamente. A infecção, que não tem cura, pode ser assintomática, ter uma manifestação isolada durante toda a vida ou se apresentar em forma de crises, que podem ser desencadeadas por alguns fatores, como estresse, exposição solar sem proteção e imunidade baixa, além de ser comum nas mulheres no período próximo ao período menstrual.

De acordo com Dra. Flávia, a máxima popular tem fundamento, sim! “Sem dúvidas uma parcela muito grande da população é portadora do vírus herpes simples, cerca de 80% da população adulta já manifestou a doença”, explica a dermatologista. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) esse número pode chegar até 99%! “Embora seja um vírus, poucas pessoas têm sintomas e eles se manifestam, principalmente, quando a imunidade cai. O vírus é adquirido geralmente quando alguém entra em contato com outra portadora da doença, apenas o toque sem proteção pode transmitir. Além, claro, de relações sexuais e até mesmo o beijo”, informa a médica. 

Prevenção e tratamento do herpes

Se quase todo mundo tem herpes, como prevenir a doença? Dra. Flávia recomenda evitar o contato físico enquanto o portador do vírus estiver com lesões visíveis, como o beijo, e não ter relações sexuais sem uso de preservativo. Prevenir o herpes é importante pois, em muitos casos, isso pode ser perigoso: uma gestante pode passar o vírus para o bebê, por exemplo.

O herpes não tem cura, mas seu tratamento é relativamente simples e demanda o uso de medicamentos. “O principal tratamento é feito com medicação antiviral, que existe em cremes (pomada para herpes) e comprimidos, mas é importante investigar o estado imunológico do paciente, especialmente em casos de repetições frequentes. Caso a doença continue aparecendo, a consulta médica é essencial”, explica a especialista. A suplementação de lisina também pode ser útil, diminuindo o número de crises causadas pelo vírus. 

Há ainda um outro tipo de herpes, o chamado herpes-zóster, causado pelo mesmo vírus responsável pela catapora. Para saber mais, leia nossa matéria sobre a infecção, também conhecida como cobreiro.

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/herpes/68/

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dra. Flávia Diniz

Dra. Flávia Diniz

Cirurgia Plástica

CRM: 89746 / SP

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