Surtos psicóticos são comuns durante o tratamento da esquizofrenia?


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A esquizofrenia é um distúrbio psiquiátrico caracterizado por dois tipos de sintomas. Os positivos englobam os delírios e as alucinações, enquanto o isolamento social, o déficit de afetividade e a deterioração da fala fazem parte dos sintomas negativos. Estas peculiaridades da doença ficam bastante afloradas durante os episódios de crises, que podem ocorrer mesmo com o tratamento.

Maioria dos pacientes terá novo surto durante tratamento da esquizofrenia


“Uma grande parcela dos pacientes tratados apresentará uma melhora dos sintomas, porém, com
recidivas ao longo do tratamento. Uma média de 60% a 70% dos pacientes apresentará outro surto após o primeiro”, afirma o psiquiatra Alexandre Proença. Quem recebe o diagnóstico precocemente sai na frente e tem menos chance de sofrer novas crises.  

De acordo com o especialista, existe uma variabilidade muito grande de comportamentos durante os períodos de surto. “Devemos ficar atentos a episódios de agressividade, isolamento e tentativas de suicídio. Nestes casos, é muito importante buscar atendimento especializado e, em alguns pacientes, a internação será necessária até que se consiga a remissão da crise”, alerta o médico.

Antipsicóticos e terapias ajudam a evitar crises frequentes da esquizofrenia


A maneira mais eficaz de evitar que o paciente passe por essas situações é continuar fazendo o tratamento conforme a indicação do médico. “A realização correta do tratamento ajuda a prevenir e a reduzir a gravidade das crises, além de melhorar o prognóstico da doença, ou seja, diminui a deterioração que o surto causa no indivíduo”, destaca o psiquiatra.

O tratamento da esquizofrenia tem como base o uso de medicações antipsicóticas, na maior parte dos casos. São medicamentos que vão combater os delírios e alucinações típicos da doença e cujas doses poderão ser ajustadas ao longo dos meses e anos, de acordo com a necessidade do paciente. É importante também recorrer a psicoterapias, terapias ocupacionais e outras abordagens para dar mais qualidade de vida e preservar a funcionalidade do doente.

Dr. Alexandre Proença é psiquiatra, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) atende em Niterói e São Gonçalo (RJ). CRM-RJ: 52905674 – www.alexandreproenca.com.br

Foto: Shutterstock

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