Autismo e escola: Como os pais podem ajudar os filhos diagnosticados com o transtorno?


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O autismo é uma condição que compromete, principalmente, a capacidade de comunicação e interação do paciente. Inicia-se sempre na infância, o que exige dos pais comprometimento para que seus filhos possam se tratar adequadamente e viver com o máximo de qualidade e normalidade, dentro do possível. A participação dos responsáveis no ambiente escolar é muito importante para o processo de inclusão e socialização dos filhos autistas.

“A ajuda da família é, sem dúvidas, fundamental. Nenhum método de intervenção em autismo será eficaz se não houver uma plena participação dos pais. Estes devem atuar ajudando a individualizar o tratamento para as necessidades da criança, estimulando-a constantemente e auxiliando na sua adaptação escolar e no ambiente familiar”, explica a psiquiatra Cynthia Guedes.

 

Importância do trabalho multidisciplinar

 

Além da participação dos pais, a ajuda de professores, médicos e psicólogos é essencial para que a criança com autismo tenha o suporte ideal. “As intervenções na escola e os tratamentos psicossociais são muito importantes e têm o objetivo de ajudar na aquisição da linguagem, melhorar nas habilidades sociais e de comunicação e reduzir comportamentos inapropriados”.

Na opinião da especialista, pais, professores, médicos e psicólogos devem atuar em conjunto para que o processo funcione. “É preciso adequar todo o ambiente para que o indivíduo autista possa desenvolver e para isso toda equipe deve trabalhar em conjunto. Então o trabalho multidisciplinar no diagnóstico e intervenção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e a atuação conjunta da família é o mais importante”.  

 

Medicamentos no tratamento do autismo

 

Em alguns casos são necessários também intervenções farmacológicas, ou seja, uso de medicamentos. Estes são cruciais para melhorar os sintomas que estejam comprometendo o funcionamento da criança, tais como rituais e episódios de agitação. “Os medicamentos visam melhorar a qualidade de vida dos pacientes com autismo”, pontua a especialista.

 

Dra. Cynthia Guedes Alvim é psiquiatra, especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). Atua em Belo Horizonte e Santa Luzia/MG. CRM-MG: 49.676. – Site oficial

 

Foto: Shutterstock

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2 comentários para "Autismo e escola: Como os pais podem ajudar os filhos diagnosticados com o transtorno?"

Adriana

Tenho im sobrinho autista e a escola as vezes reclams do seu comportamento por vezes agressivo, como poderiamos ajuda-lo?Gostaria de saber mais sobre o assunto e sei tambem.q o grau dele e leve e seus pais usaram muita droga inclusive na gravidez dele…isso pode ser um fator de ele ter a doença? No aguardo!

Cuidados Pela Vida

Oi Adriana, como afirma o psiquiatra Dr. Marcelo Calcagno: “Sabe-se que a influência genética é altíssima para o seu aparecimento”. Por mais que seja difícil ainda hoje precisar outras causas que expliquem o autismo, acredita-se que fatores externos, como o ambiente de criação, também tenham influência. A melhor maneira de vencer o preconceito é com informação. Quanto mais abertamente o tema for abordado, maior será a possibilidade de vencer a exclusão.
Segue os links de algumas de algumas nossas matérias com informações para você:
https://cuidadospelavida.com.br/cuidados-e-bem-estar/saude-infantil/autismo-como-identificar-os-primeiros-sintomas-e-vencer-o-preconceito
https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/esquizofrenia/autismo-saiba-mais
Abraços.

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