Esquizofrenia: qual é a importância do tratamento com remédios?


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O tratamento da esquizofrenia é importante para controlar os sintomas e evitar os surtos e, assim, impedir que o distúrbio psiquiátrico cause prejuízos ao dia a dia do paciente e de sua família. “A cada crise psicótica, o paciente piora o seu quadro, evoluindo para um processo de deterioração global. Alguns não conseguem trabalhar, se relacionar com pessoas e nem se cuidar”, afirma o psiquiatra Miguel Angelo Boarati.

Tratamento precoce aumenta eficácia do tratamento da esquizofrenia


A esquizofrenia provoca delírios, alucinações, desorganização mental, assim como a diminuição da vontade de realizar atividades do dia a dia e a redução da expressão emocional. Os sintomas começam a aparecer a partir da adolescência e a doença é mais frequente entre os homens e entre pessoas com casos na família. Quanto antes começar o tratamento, menor será o agravamento do distúrbio.

Uma das principais abordagens do tratamento da esquizofrenia consiste no uso de medicamentos antipsicóticos. “A medicação é essencial para o tratamento e sem ela o paciente não se estabilizará, manterá os sintomas e a doença mental irá progredir”, explica o especialista. O uso dos medicamentos permite reduzir e controlar os sintomas psicóticos para que o paciente possa iniciar a reabilitação de forma adequada e retomar sua rotina.

Tratamento da esquizofrenia pode durar a vida toda


Como a esquizofrenia não tem cura, a medicação é tão importante para o tratamento que os pacientes costumam utilizá-los por toda a vida e, em alguns casos de recusa, a internação pode ser necessária. “Quando o paciente está com a capacidade de crítica comprometida, é fundamental que ele receba o tratamento clínico, por vezes em regime hospitalar, para protegê-lo de qualquer situação de risco”, alerta Boarati.

No entanto, outras abordagens não devem ser deixadas de lado. Pessoas esquizofrênicas também devem receber intervenções psicossociais, com reabilitação cognitiva e da capacidade ocupacional, com o auxílio de terapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos e psicólogos. A reintegração social do paciente à sociedade, assim como o apoio da família e de amigos, também contribuem fortemente para o sucesso do tratamento.

Dr. Miguel Angelo Boarati é psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e atende em São Paulo. CRM-SP: 85105

Foto: Shutterstock

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2 comentários para "Esquizofrenia: qual é a importância do tratamento com remédios?"

Nadir Maria Moreira da Silva

Leandro,meu filho,adoeceu na adolescência,e hoje aos trinta e três anos vive numa tristeza imensa pelo que a esquizofrenia não deixou que ele vivesse.Nao concluiu os estudos, não namorou mais,perdeu a condição de se cuidar,e pensa muito em desistir da vida, gostaria que o Léo fizesse este exame novo:está resonancia do sangue,para eu ter certeza de que ele tem é esquizofrenia mesmo,eu tenho dúvida quanto a isso, afinal as doenças neurológicas são tão parecidas!vivo pela esperança de ver o Léo levando sua vida,ele toma 20mg de olanzapina e 100mg de sertralina ao dia e mesmo assim não consegue se socializar.gostaria muito que ele esperimentasse o tratamento com o nitropruciato de sódio,mas não sei como fazer com que ele participe da pesquisa.

Mikael

Tomo palmitato de paliperidona ..uma vez a cada vinte dias..muito bom

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