Esquizofrenia: saiba os principais sintomas, causas e como é o tratamento dessa doença


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A esquizofrenia é a principal doença dos transtornos psicóticos, que são aqueles em que o paciente apresenta alterações na percepção da realidade. Trata-se de uma doença complexa e crônica, que fica mais grave com o passar do tempo, e por isso demanda um tratamento que normalmente dura a vida inteira.

 

Fatores de risco da esquizofrenia

 


As causas da esquizofrenia ainda não são perfeitamente compreendidas, mas sabe-se que a herança genética, vivências traumáticas e o uso de determinadas substâncias são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do transtorno. Tabagismo, uso de maconha, ter um pai com idade avançada e exposição a toxinas, vírus, além de má nutrição no útero da mãe, são alguns exemplos de fatores ambientais (externos) que contribuem nesse sentido.

 

Tipos de sintomas da esquizofrenia

 


Os sintomas da esquizofrenia costumam surgir na adolescência, no caso dos homens, entre os 15 e 20 anos. Nas mulheres, aparecem normalmente na faixa dos 30 anos de idade. Contudo, há situações mais raras de adultos com idade acima de 50 anos e crianças que começam a apresentar sinais da doença.

Esses sintomas são divididos em dois tipos, chamados de positivos e negativos. “Os sintomas negativos da esquizofrenia são também chamados de sintomas deficitários e estão associados à fase crônica da doença. Relacionam-se com o déficit na fala e na afetividade, expressados por meio do isolamento, falta de iniciativa, dificuldade de demonstrar sentimentos e diminuição da fala”, explica a psiquiatra Cristiane Lopes.

Os sintomas positivos da esquizofrenia, por sua vez, são justamente os sinais mais clássicos da doença, ou seja, os delírios e alucinações, relacionados aos surtos psicóticos. Nestes, o paciente perde a capacidade de distinguir a imaginação da realidade e acredita que está ouvindo vozes, vendo pessoas que não existem e que está sendo perseguido.

 

Importância da manutenção do tratamento

 


Em geral, o tratamento da esquizofrenia é feito com base na combinação do uso de medicamentos antipsicóticos e de acompanhamento psicoterápico. Os pacientes que seguem isso à risca contam com boas chances de remissão dos sintomas. Contudo, aqueles que interrompem o tratamento antes do que deviam ou que o fazem de maneira errada, tendem a ter piora no quadro.

A manutenção do tratamento farmacológico com antipsicóticos diminui a expressão dos sintomas da esquizofrenia, reduzindo também as taxas de recaída. Aproximadamente 70% de pacientes tratados com qualquer antipsicótico alcançam a remissão”, informa a psiquiatra Ana Cláudia Ducati. Todavia, é possível que mesmo com o tratamento sendo bem feito os sintomas permaneçam, devido à gravidade do quadro. Nesses casos, a internação se torna necessária.

 

Necessidade de internação

 


“Pacientes com esquizofrenia que estão em um surto psicótico e não respondem bem ao tratamento farmacológico ambulatorial podem precisar de uma internação para o controle do quadro.
A internação deve ocorrer quando o paciente apresenta um quadro grave, em que não faz uso adequado dos medicamentos ou que não apresenta remissão dos sintomas, mesmo em uso de medicação”, explica a psiquiatra Luciana Staut.

 

Dra. Cristiane Lopes é psiquiatra pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ e atende no Rio de Janeiro. CRM-RJ: 52775070 – Site oficial

Dra. Ana Claudia Ducati Dabronzo é psiquiatra geral e da infância e adolescência, formada pela Universidade de São Paulo (USP). CRM: 150.562

Dra. Luciana Cristina Gulelmo Staut é psiquiatra, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e atende em Cuiabá (MT). CRM-MT: 6734

Foto: Shutterstock

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