A esquizofrenia fica mais grave com o passar do tempo?

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A esquizofrenia é uma doença crônica capaz de deixar o paciente isolado, provocar pensamento desorganizado e dificuldade para falar.  É imprescindível que pessoas com o distúrbio realizem tratamento para manter os sintomas sob controle. “A esquizofrenia tende a ficar mais grave com o passar do tempo. Este agravamento é mais intenso se o paciente não faz o tratamento corretamente”, afirma a psiquiatra Luciana Staut.

 

Sem tratamento, esquizofrenia piora a cada crise

 


Cada surto provocado pela doença leva a uma piora dos sintomas e à necessidade de doses maiores da medicação para obter o controle da patologia. O tratamento adequado tende a diminuir o risco de outras crises, reduzindo também o risco da esquizofrenia se agravar com o tempo e do desenvolvimento de outros transtornos psiquiátricos, como fobias e depressão.

A esquizofrenia tem início geralmente a partir do fim da adolescência, entre os 20 e 30 anos de idade. “É caracterizada, principalmente, pelo que chamamos de sintomas psicóticos, como alucinações visuais e auditivas, sensação de ser constantemente perseguido ou ameaçado por outras pessoas”, explica a profissional. A falta de cuidados pessoais também é um sintoma bastante comum.

 

Como casos graves de esquizofrenia são tratados

 


O tratamento da esquizofrenia é dividido entre o tratamento farmacológico e não farmacológico. Os medicamentos mais utilizados são os antipsicóticos que atuam para reduzir os sintomas da doença. O uso da medicação é necessária em todos os casos para evitar a progressão do transtorno, independentemente da gravidade do quadro.

“Nos casos graves, pode ser necessária a associação de mais de uma medicação antipsicótica, o ajuste da dose ou até mesmo a substituição em casos em que a resposta da medicação não é adequada”, diz Luciana. Já o tratamento não farmacológico consiste em atividades terapêuticas, como psicoterapia, ocupacionais, físicas e participação em grupos terapêuticos.

 

Dra. Luciana Cristina Gulelmo Staut é psiquiatra, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e atende em Cuiabá (MT). CRM-MT: 6734

Foto: Shutterstock

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dra. Luciana Staut

Dra. Luciana Staut

Psiquiatria

CRM: 6734 / MT

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14 comentários para "A esquizofrenia fica mais grave com o passar do tempo?"

Alexandra simao dos santos

Meu esposo temm personalidades diferentes. …temm crises ….agrecIvTenho certeza escrito fonia

Alessandra dos santos

Bom, minha mãe possui essa doença, mas nunca fez acompanhamento, e hj ela está com 60 anos de idade e por essa situação dividi a casa no meio uma forma de está por perto, sou casada tenho filhos, mas já não sei mas o que fazer esta cada dia pior é não encontro uma forma de ajuda la já que não aceita o tratamento, peço conselhos aos especialistas e o que posso fazer para mim ter um pouco de paz, porque quem conhece a doença sabe que o convívio não é fácil. Peço sos.

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Alessandra, no curso da esquizofrenia, há períodos de exacerbações e remissões. Após cada recaída (novo surto psicótico), a deterioração do funcionamento basal é cada vez maior. Ou seja, o ideal é evitar a repetição desses surtos. O uso correto das medicações ajuda nesse sentido e, por isso, deve ser uma prioridade. Leve suas mãe nas consultas, e peça para que o profissional a ajude para que sua mãe siga as orientações. Abraços.

daniela

boa tarde tenho minha mãe com escrezofenia..ja faz 7 anos.no começo ela deu muito trabalho.mas agora ta mai tranquilo.mas ela não quer andar mais mais o que pode ser

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Daniela, na próxima consulta relate para o médico de sua mãe sobre as mudanças que você têm observado, assim ele poderá te orientar. Abraços.

Alisson

Bah comecei a ouvir vozes tinha 17anos era como se alguém tivesse falando dentro da minha cabeça hoje tenho 28 e me acostumei com isso mais isso tem me atrapalhado muito no lado profissional e social pois não saio muito e nem gosto antes disso lembro que vivia na rua ia em festas e hoje não quando começou cheguei a agredir um amigo que estava comigo por pensar que era ele que estava pensando alto na minha cabeça e são só pensamentos ruins como se tivessem me xingando e falando mal de mim

morgania

boa noite,minha mãe tem esquizofrenia ha 25 anos, eu e minha irmã, eramos muito pequenas,quando ela apresentou os primeiro sintomas, desde de então a nossa vida tem sido um pesadelo…muitas crises,internações,agressões,desafeto,destruição de toda uma familia..para piorar a situaçao, meu pai faleceu a 10 anos atras, ele era quem nos dava suporte, nos momentos mais dificeís bom hoje sou casada tenho dois filhos, mas ainda carrego todo fardo desta maldita doença nas minhas costas…tem dias que desejo morrer,para acabar com este tormento de uma vez, mas penso muito nos meus filhos…Não tenho uma relação com minha irmã, ela vive com minha mãe e seus 4 filhos…eu sei que não e fácil viver sobre o mesmo teto que a minha mãe, mas infelizmente minha irmã acabou escolhendo viver assim,a situaçao financeira dela não permite que ela saia da casa da minha mãe,que também sobrevive de um salario minimo do auxilio doença, ai começa as brigas constantes por falta de tudo.mais uma vez sobra para mim, tenho que me virar para marcar medico, pegar medicamentos, comprar cigarro etc…minha irmã só mora com minha mãe,ela não trabalha e também não quer responsabilidades nenhuma com minha mãe.sou vendedora de tecidos, pago aluguel, e estou tentando construir.Me sinto desamparada emocionalmente, nunca tive amparo familiar algum, por parte da familia da minha mãe, todos irmãos se fazem de desentendidos, com exceção de uma tia, que sobre de depressão, ela é a unica que se preocupa com minha mãe.O que mais tem me matado são os julgamentos das pessoas do bairro que conheçem todo o historico de crises da minha mãe, as noites na rua, o mau habito de pedir, elas as vezes arranca a roupa na rua, não quer tomar banho,se recusa a tomar os medicamentos, agressiva, e quando ela esta melhor, ela continua aprontando,fez emprestimo em uma financeira, eu consegui descobrir, reinteirei parte do dinheiro que ela tinha gasto,quitei o emprestimo no dia seguinte, para que houvesse mais juros, peguei dinheiro emprestado para isso, briguei com meu esposo,quinze dias depois ela foi na mesma finaceira,em outro municipio fez outro emprestimo, eu ja nao tinha como pagar mais , pois ela ja tinha gasto…os medicos dizem que a familia precisa ter paciência, os assistentes sociais, dizem que devemos ter responsabilidade…Agora me diz;quem vai cuidar dos meus filhos, quando eu não mais suportar isto, quem vai cuidar dos meus sobrinhos que desde de pequeninos,vivem sobre a loucura da avó e falta de responsabilidade da mãe..vivemos sobre uma pressão constante da sociedade, que devemos cuidar dela a todo custo, sei que ela não tem culpa de ter a doença, sofro em vê-la nesta situação, pois tenho vagas lembranças dela com boa saude mental.Mas não quero que os meus filhos passem pelo o que passei,não quero que eles sintam oque sinto,tento afasta los dela, nos momentos de crise, não gosto que a vejam assim…Me sinto em um pesadelo sem fim, sempre que estou passando por momentos de alegria, logo me vêm pensamentos que coisas ruins, sempre relacionadas a minha mãe e minha irmã iram acontecer, não sinto alegria em nada, pouca coisa me faz rir,tenho um fardo a carregar, mas não suporto mais, no estado em que moro, não existe mais clinicas de internações psiquiatricas, pois a que tinha foi fechada por maus tratos e descaso..Não quero que ela viva em lugar assim, mas acho que seria melhor para todos, se ela tivesse um lugar mais tranquilo com cuidados permanentes para ela…Não posso largar meu emprego, meus filhos minha familia, para cuidar dela,ela já viveu comigo, por um ano….mas foi horrivel, eu e meu marido estavamos a ponto de se separar por isto…eu tinha que sair correndo no meio do expediente para buscar minha mãe na rua, com algum objeto meu,pronto para vender..Estou pedindo ajuda, um socorro..desculpas, o longo texto..

CUIDADOS PELA VIDA

Ola Morgania, a família toda sofre, eu percebo o seu desabafo, o que eu diria pra você nesse momento é que cuide de você, procure ajuda médica primeiro para você querida, é importante estarmos bem para cuidarmos dos outros, não é bacana esses pensamentos de acabar com sofrimento dessa forma que você vem pensando. Se cuide por favor. Sinta se abraçada.

lu

meu irmão tem esquizofrenia, passou dez anos tomando remedios escondido na comida, o haldol. perdemos o controle e ele teve uma crise, a medica passou risperidona. a risperidona não tira a paranoia. ele ainda pensa que a tv fala com ele. agora não sei como fazer para que ele volte a tomar o haldol. porque ele insiste em ficar com o risperidona. com o haldol ele ficava “perfeito”. ele mesmo reconhece que antes não falava com a tv(antes do risperidona). mas ele não sabe que antes ele tomava haldol(por que era escondido) complidado né? penso em contar para ele que todo esse tempo ele comprou haldol escondido. pois ele acha que nunca tomou remedio. que estava bom , não sabe que tomava haldol todo dia. então o que acham , eu conto a ele que ele tomava haldol escondido durante 10 anos?

CUIDADOS PELA VIDA

Olá Lu. A esquizofrenia é um transtorno complexo, que exige do paciente e de seus familiares engajamento total com o tratamento, pois apenas seguindo todos os cuidados necessários será possível controlar os sintomas adequadamente. O uso constante de medicamentos é a principal medida do tratamento. Procurar atendimento e auxílio com o profissional adequado é crucial para obter resultados positivos no tratamento. Abraços.

ligiane

Olá , meu irmão foi diagnosticado com esquizofrenia desde os seus 13 anos e hoje ele já está com 35 anos, e passou todos esses anos sendo medicado. Neste ano ele mudou seu comportamento, e está cada dia mais apresentado apatia e psicoses, se negando a comer porque afirma que a comida é perigosa, bebendo água o tempo todo, não conseguindo mais achar graça de nada e não conseguindo mais rir de mais nada (situações cotidianas que ele costumava rir por horas, agora ele nem ouve mais) e ficando apenas olhando para um ponto isolado da casa. gostaria de saber o que fazer, pois ele está sendo medicado, mas só vem apresentando agravamento em seu quadro

CUIDADOS PELA VIDA

Olá Ligiane. Agradecemos por você compartilhar seu relato. A psiquiatra Dra. Érika Mendonça de Morais afirma na matéria que, a esquizofrenia é um transtorno complexo, que exige do paciente e de seus familiares engajamento total com o tratamento, pois apenas seguindo todos os cuidados necessários será possível controlar os sintomas adequadamente. O uso constante de medicamentos é a principal medida do tratamento, mas a terapia também possui grande importância. Clique no link abaixo e confira mais uma matéria sobre esse tema. Até a próxima.

https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/esquizofrenia/beneficios-terapia-esquizofrenia

marcelo

meu irmao tem esquizofrenia paranoide desde adolescencia e violento e ja tentou suicidio esta internado por determinaçao da justica por muitos anos toma mais de 500 comprimidos por mes convencionais e de alto custo fora os injetaveis esta para receber alta eu como unico parente e tutor estou em situaçao de rua e desempregado tenho como procurar a justica para que ele possa ficar sobre a tutela do estado por nao ter a minima condicao de cuida-lo apesar da lei antimaniconial como devo proceder neste caso obrigado

Marcia

Sou cuidadora de uma senhora de 70 anos esquizofrenica desde os 30. Quando foi diagnosticada iniciou um tratamento mas o marido a fez parar com a medicaçao pois era contra halopatia. Agora encontra-se sem andar pois devido aos delirios diz nao poder mais caminhar. Faz oito meses que simpleemente um dia resolveu nao sair mais da cama. Ela tem alguns problemas de saude mas se recusa terminantemente a ir ao medico ou a fazer qualquer tipo de tratamento. Devido ao seu estado na cama, usando fraldas e falta de banho a filha nao conseguia mais aguentar o cheiro, entao sugeriu uma cuidadora. Assim como a situaçao chegou ao extremo ela aceitou. Mas é uma pessoa muito dificil para aceitar tratamento. A doença ela se quer sabe ou tem ideia que tem. Atualmente esta com problemas de estomago e pre diabetica, mas nao segue as recomentaçoes medicas. Foi chamada um fisioterapeuta para a reabiliaçao, mas essa também ela nao deixa fazer tudo que precisa ou mesmo segue as recomendaçoes. Um caso muito complicado. Ja li muito sobre o assunto, dizem que tem que ter muita calma, deixar o paciente se sentir bem e tudo mais. Mas nesse caso creio que nao é o caso. Estamos assistindo uma morte lenta e gradual. Dificil ajudar uma pessoa assim. Agora ela so ela se alimentando de frutas. Ainda ten uma boa reserva, ela é obesa. Mas o niveis de eletroliticos, sais entre outros caem, e por vezes ela fica inconciente, e mesmo assim se recusa a tratamento. Sinceramente nao sei como ajudar uma pessoa assim. A propria familia nao tem dominia sobre ela, tem medo, nao tem atitute pois ela sempre foi muito dominadora e agressiva. Nunca em tempo algum escutou seja quem for. Eu pergunto, oque fazer em um caso assim onde o paciente nao aceita tratamento e nem medicaçao? E pior uma familia que tambem apresenta indicios de que esta doente emocionalmente. Estam cansados, estressados e sem saber o que fazer. Simples assim.

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