A menopausa pode influenciar os níveis de vitamina D no organismo?


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O climatério é um processo natural que consiste no declínio dos hormônios reprodutivos das mulheres que culmina na menopausa, o último dia da menstruação. Dentre as alterações que se iniciam no organismo feminino por volta da faixa dos 50 anos de idade, destaca-se o déficit de vitamina D. Com isso, surge o risco do desenvolvimento de osteoporose, já que a vitamina é essencial para a saúde óssea.  

“Após a menopausa, há queda da produção de hormônios, o que pode levar à desmineralização óssea, aumentando o risco de osteopenia e seu agravamento, que é a osteoporose”, explica a nutricionista Adriana Ávila. A baixa de vitamina D aumenta a reabsorção de cálcio dos ossos (mineral igualmente importante para garantir a saúde óssea), prejudicando ainda mais a osteopenia e a osteoporose.

Como também há queda do estrogênio (hormônio sexual feminino) após a menopausa, afeta a saúde óssea, o que ajuda a explicar o fato da osteoporose ser bem mais comum em mulheres do que em homens.

Obter a vitamina D em alimentos e suplementos ganha importância na menopausa

A deficiência de vitamina D após a menopausa se deve ao fato de que nessa fase da vida a exposição a luz solar seja insuficiente para sintetizar quantidades adequadas do nutriente. Com isso, a alimentação e a suplementação ganham mais importância na obtenção dessa importante vitamina.

A vitamina D pode ser obtida na alimentação, principalmente, nos peixes e frutos do mar. Salmão, sardinha e atum são alguns exemplos. Também são ricos em vitamina D a gema de ovo, queijos, cogumelos, bife de fígado, leite, iogurtes, dentre outros. A suplementação é outra alternativa, especialmente para quem não consegue adequar a dieta com os alimentos ricos em vitamina D.

Vitamina D pode ajudar a prevenir menopausa precoce

Consumir vitamina D desde cedo é muito importante, pois a mesma protege o osso da reabsorção de cálcio (retirada de cálcio dos ossos), prevenindo assim o aparecimento da osteoporose.

“A vitamina D ajuda na reposição hormonal, permitindo a produção de hormônios que retardam o envelhecimento dos ovários. Assim, estes continuam fabricando os hormônios femininos, sem o declínio típico da menopausa”, completa Adriana.

Adriana Ávila é nutricionista, formada pelo Centro Universitário São Camilo e atua em São Paulo. CRN-SP: 3-2816.

Foto: Shutterstock

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