Pode ou não pode: o que muda na alimentação de quem tem diabetes?


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A primeira e maior preocupação que surge na cabeça de quem possui diabetes é a alimentação. E agora? O que eu posso e o que eu não posso comer? A reeducação alimentar é necessária, mas se engana quem acha que ela mantém o diabético aprisionado em poucas opções de alimentos. Respeitando as restrições e realizando as substituições necessárias, o diabético pode levar uma vida bastante normal e com a doença sob controle.

Polifagia: A fome causada pelo diabetes
O grande desafio do diabético é controlar o índice glicêmico (nível de açúcar no sangue), devido à pouca ou nenhuma capacidade do pâncreas de produzir insulina. Uma das razões para quase todos os portadores da doença sentirem muita fome vem daí: como a glicose não entra nas células devido à falta de insulina, o cérebro sinaliza ao organismo que falta energia, no caso, alimentos, em um fenômeno conhecido como polifagia.

 

Por isso, a alimentação do diabético deve ser bem elaborada para que o açúcar presente nos alimentos não causem o estado de hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue). “A alimentação depende não só do nível e tipo de diabetes, mas também da conduta terapêutica do paciente: Se ele toma insulina ou não, se toma outro medicamento, o horário que toma”, explica a nutricionista Fábia Massarani. “De qualquer forma, de maneira geral, é preciso reduzir produtos que levam açúcares adicionados. Aliás, essa é uma atitude básica e fundamental não só para os diabéticos, mas também para os pré-diabéticos, que são aqueles indivíduos com os níveis de glicose altos, mas ainda no limiar da doença”.

Os grupos alimentares

De acordo com a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), para controlar a alimentação, o diabético precisa pautar sua dieta em alguns grupos alimentares, com refeições elaboradas por um nutricionista. Veja, abaixo, o que compõe cada grupo alimentar:

– Carboidratos: São alimentos energéticos. Eles devem representar 50% do total diário de calorias, sendo a base da alimentação. Suas principais fontes são os cereais (arroz, milho, trigo, aveia, etc), seus produtos (pão, massas, farinhas) e tubérculos (batata, mandioca, inhame). Deve-se sempre dar preferência a esses alimentos em suas versões integrais por serem digeridos mais lentamente pelo organismo, liberando a glicose em pequenas doses. Além disso, eles também são ricos em fibras, que melhoram a ação da insulina.

– Proteína: São alimentos construtores. Elas ajudam a formar e reparar os tecidos do organismo e devem representar de 15% a 20% do total de calorias diárias. São encontradas em alimentos de origem animal como: leite e seus derivados, carnes, ovos, além de leguminosas (feijão, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, etc).

– Gordura: São alimentos energéticos. Elas devem ser responsáveis por até 30% do total de calorias diárias. Deve-se dar preferência às gorduras de origem vegetal: óleos de canola, girassol e milho, além das oleaginosas (nozes, amendoim, castanha, etc).

– Reguladores: Fazem parte desse grupo alimentos fontes de vitaminas, sais minerais e fibras vegetais, como verduras, legumes, frutas e água.

O que o diabético deve evitar na alimentação?

Produtos compostos por açúcar simples, refinado, cristal e mascavo; mel; doces em geral; e refrigerantes que não sejam diet ou zero açúcar. Além disso, é importante ter cuidado no consumo de gorduras de origem animal, como banha de porco, pele de aves, gema de ovo e leite com grande concentração de nata.

Dra. Fábia Albernaz Massarani é nutricionista especialista em Nutrição Funcional, Mestre em Saúde Coletiva (UFF) e Doutoranda em Nutrição em Atividade Física (Ulisboa/UERJ). CRN: 101012415

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1 comentário para "Pode ou não pode: o que muda na alimentação de quem tem diabetes?"

Marcos

Boa matéria.

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