Vida nova: Paulistana volta a ter disposição após tratamento para depressão


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Mais do que um simples sentimento de tristeza e apatia, a depressão é uma das principais doenças psiquiátricas na atualidade. O problema provoca muitas mudanças comportamentais e até físicas. Surgem desde sensações de medo e insegurança, cansaço, irritação e insônia até alterações no apetite, azia, dores de barriga e de cabeça.

Estudos desenvolvidos recentemente apontaram que a depressão é causada por alterações nos níveis dos neurotransmissores serotonina e dopamina. No entanto, segundo algumas pesquisas, há evidências de que fatores genéticos também exercem certa influência. Sandra L. M., de 62 anos, já viu casos de depressão em sua família e desenvolveu a doença aos 45 anos.

 

Humor irritado é um dos sintomas da depressão

 

Existem três principais graus de depressão. O caso da cirurgiã dentista está entre os mais leves. “A depressão não me impediu de realizar minha rotina e não tive muita dificuldade de fazer minhas atividades do dia a dia”. Em casos leves, o paciente é capaz de reconhecer em si os sintomas da doença, como explica o psiquiatra Marcelo Paoli: “Pacientes em quadros leves e moderados podem perceber alterações de humor, peso, vontade e de pensamento”.

Mesmo não sendo uma depressão profunda, a moradora de São Paulo apresentou sintomas do transtorno que precisaram ser tratados. “Eu me sentia desanimada, chorosa e tremendamente irritada. Digo na brincadeira que brigava até com a sombra”, recorda Sandra, que ainda conta que já passou por algumas crises depressivas. Logo após o diagnóstico, ela iniciou o tratamento.

 

O tratamento contra a depressão

 

A batalha contra a depressão é travada com medicamentos e terapia. A luta de Sandra não foi fácil, já que as primeiras tentativas trouxeram consequências para a dentista: “Fiz alguns tratamentos mas sempre surgiam reações adversas, como muito calor ou tremores nas mãos”.

Há cerca de três anos, a paulistana iniciou um novo tratamento prescrito por um médico de sua confiança, que combina funções antidepressivas e também ansiolíticas, para diminuir a tensão e a ansiedade. O resultado tem sido positivo e sem reações: “Hoje me sinto muito bem. Estou mais tranquila, enfrento bem os problemas, acordo mais disposta e com vontade de fazer minhas tarefas.”

 

Dr. Marcelo Paoli é formado pela Universidade Federal de Santa Maria, mestre em Psiquiatria e Psicologia Médica pela Unifesp e atende em São Paulo e São José dos Campos. CRM-SP: 138721

 

Foto: Shutterstock

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