Tratamento com medicamentos tira costureira da depressão após perda do filho


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Em muitos casos a depressão é desencadeada por um evento traumático, o qual pode ser de qualquer natureza. A morte de um ente querido é um exemplo clássico, que pode levar a sintomas típicos do quadro depressivo, como tristeza, angústia, prostração, falta de prazer, motivação e iniciativa, além de isolamento social, emagrecimento ou ganho de peso excessivos, entre outros.

 

Início do tratamento contra a depressão

 

Foi exatamente o que aconteceu com Elza Maria R. J., de 62 anos, moradora de João Neiva, no Espírito Santo. Ao perder um filho, a costureira e doméstica começou a apresentar sintomas depressivos que prejudicaram significativamente sua qualidade de vida. “Depois que meu filho faleceu, passei a me sentir muito triste, desanimada e angustiada, sem forças para fazer as coisas, para trabalhar”, afirma.

Além disso, ela conta que sentia uma dor estranha e incômoda na mão, o que logo a preocupou. “Quando falei disso para o médico ele me tranquilizou dizendo que o tratamento resolveria e realmente isso aconteceu”. Elza iniciou o tratamento para depressão inicialmente com uma médica que a receitou um remédio que não fez tanto efeito. Ela resolveu, então, procurar por outro profissional e foi aí que as coisas começaram a melhorar.

 

Boa relação com o médico contribui para melhora da depressão

 


Desde que começou a se tratar com o médico atual, há cerca de 10 meses, as coisas vêm melhorando para Elza. “Atualmente eu tomo dois medicamentos, um de dia e outro à noite. Me consulto com o meu médico de 2 em 2 meses e ele está sempre avaliando a minha situação. No início, ele me passou uma dosagem mais baixa do remédio e hoje eu já tomo uma mais alta. A relação que criamos é ótima, ele me explica tudo e me deixa segura quanto ao tratamento sempre”, afirma a costureira.

Hoje, Elza diz se sentir bem melhor em relação aos sintomas da depressão, disposta para fazer suas coisas, como trabalhar fora e dentro de casa, além de praticar atividades físicas. Considerando o papel importante do estresse nos transtornos mentais, a prática de hobbies tem um papel importante como adjuvante no tratamento de quadros depressivos. Os hobbies a serem escolhidos dependem da preferência e da disponibilidade de cada pessoa”, completa a psiquiatra Erika Mendonça.

 

Dra. Erika Mendonça de Morais é psiquiatra formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e atua em São Paulo. CRM-SP: 124933

Foto: Shutterstock

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5 comentários para "Tratamento com medicamentos tira costureira da depressão após perda do filho"

Adriana Brizuena Ribeiro Xavier

Eu tbm perdi uma filha num acidente entre uma moto e uma carreta à quase um ano. Minha vida perdeu o sentido pra mim…. tento parecer bem no convívio diário, mas só eu conheço o abismo que vivo interiormente. Tomo um antidepressivo à noite e outro de dia, mas não vejo muita diferença na minha situação…. sinto dores no corpo todo ,tenho artrose e faço controle com Artoglico ,Doss e medicamentos pra dor, sinto muito sono…. o que eu queria mesmo era dormir e não acordar mais, pra não sentir a falta e a saudade contínua e feroz da minha filha falecida….

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Adriana, sentimos muito pela sua perda. Não desanime, continue com o acompanhamento médico e o tratamento prescrito. Tente praticar hobbies e atividades que te façam sentir bem. Abraços.

Faço tratamento psiquiátrico há 4 anos, somente agora fui diagnosticada com transtorno bipolar, mas ainda é muito difícil médicos bem informados, por favor me ajudem

Há 4 anos me trato como síndrome do Pânico, TAG, anedonia e agora, um médico me diagnosticou com transtorno bipolar! Me passaram depakote, mas estou passando muito mal! No convênio não há psiquiatras! Não consigo consulta! Me ajudem! Me indiquem alguém! Estou desesperada! Só tenho vontade de morrer 😥

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Tatiane, não temos como esclarecer dúvidas a respeito do tratamento com o medicamento Depakote, pois ele não é fabricado pelos laboratórios Aché e Biosintética. Realize uma consulta com o médico que prescreveu o medicamento, ou com algum médico que atenda em uma unidade de saúde próxima de sua residência, assim ele poderá esclarecer as suas dúvidas sobre o tratamento. Melhoras.

lucy

Já tomei varios tipos de medicamentos, mas o problema é que o efeito vem rapido e vai embora rapido. Tá dificil. Nem o medicado consegue entender isso.O que fazer?

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