Depressão na adolescência: saiba alguns sinais de alerta e o que fazer para ajudar quem sofre com a doença nessa fase da vida


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A depressão é uma doença séria e não se restringe apenas à fase adulta. Crianças e adolescentes também podem sofrer do transtorno, que deve ser tratado com seriedade. Segundo o psiquiatra Carlos Henrique Oliva, por mais que a depressão seja a patologia psiquiátrica mais comum na adolescência, a avaliação psiquiátrica é necessária, pois podem existir agravantes.

“Um adolescente – idade entre 12 e 18 anos – tem como sintomas centrais da depressão a tristeza, irritabilidade e ansiedade. No dia a dia, estes sintomas se apresentam como um período com mais discussões com os pais, intensa preocupação com deveres escolares, notas e provas, choro fácil, insônia, perda de apetite, falta de vontade de participar de reuniões familiares e com amigos, entre outras possibilidades”, explica o médico.

Fique alerta para outras sintomas que podem indicar uma doença psiquiátrica mais grave

É na adolescência que muitos outros quadros psiquiátricos se iniciam, exigindo uma cuidadosa avaliação diagnóstica para exclusão de outras doenças. Sinais de alerta para outras doenças são: sintomas depressivos associados alucinações auditivas, medo intenso de perseguições ou estados de confusão mental em que é difícil compreender perfeitamente o que se quer dizer”, afirma Oliva, ressaltando que prejuízo no rendimento escolar, dificuldades interpessoais e ideias de suicídio devem causar mais preocupação.

Tratamento para depressão na adolescência pode incluir a família

O tratamento medicamentoso para depressão na adolescência inclui antidepressivos, de forma semelhante ao tratamento do adulto. Geralmente, na fase adulta, a doença tem como fator deflagrador comum o estresse persistente representado por trabalho penoso, dificuldades financeiras e no relacionamento. O psiquiatra atenta que nos adolescentes a família pode ser a causadora desse estresse.

“É muito importante que a família seja investigada como potencial veiculo de estresse deflagrador, com objetivo de ajustar comportamentos disfuncionais intrafamiliares com tratamento medicamentoso e psicoterapêutico. A família deve ser encaminhada para ser parte da solução, saindo das dinâmicas estressantes, se for o caso”, diz o especialista.

Como a família pode ajudar durante o tratamento da depressão?

De acordo com Oliva, a família deve estar atenta a mudanças de comportamento que se arrastam por semanas. Os adolescentes tendem a se comunicar pouco com os pais:  característica da própria idade. Isso leva a dificuldade de reconhecimento dos sintomas e julgamentos morais precoces. ‘Deve-se lembrar que relaxamento, preguiça, desorganização, podem ser indícios de problemas maiores que a simples falta de obediência às regras da casa. Principalmente quando é comportamento novo, diferentemente do habitual”, esclarece o psiquiatra.

“Por outro lado, a família precisa entender que é um organismo – uma unidade composta de indivíduos. Quando alguém está doente, possivelmente existem outras pessoas fazendo parte da gênese da doença ou das consequências negativas. Desta forma, a família deve se incluir de maneira ativa no tratamento da doença, fazendo acompanhamento individual em paralelo ao tratamento do adolescente, quando indicado pelo psiquiatra”, finaliza.

Dr. Carlos Henrique Oliva é médico psiquiatra com formação na UFPR, UNIFESP e em Harvard. Atua no estado de São Paulo com registro no CREMESP 142576 – http://www.droliva.com.br/

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