Depressão: saiba mais sobre os diferentes graus de intensidade da doença.


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É normal que os quadros de depressão se manifestem em intensidades diferentes, dependendo de cada caso. Um paciente pode, por exemplo, iniciar com depressão leve e evoluir até chegar no fase mais crítica. Em outros casos, já na primeira vez que o paciente sofre com os sintomas da doença, ela se apresenta em estágio mais avançado (moderado e grave).

Características de cada grau de depressão

 

“De acordo com o DSM-5, manual de classificação dos transtornos mentais, os episódios depressivos podem ser classificados como leves, moderados ou graves”, afirma a psiquiatra Erika Mendonça. No episódio depressivo leve, há presença de poucos sintomas além dos necessários para o diagnóstico; a intensidade dos sintomas causa sofrimento, mas é manejável e os sintomas resultam em pouco prejuízo no funcionamento social ou profissional”, explica a médica.

Já no episódio depressivo grave, os sintomas aparecem em número muito maior do que o necessário para fazer o diagnóstico, a intensidade dos mesmos causa grave sofrimento, eles não são manejáveis e interferem substancialmente no funcionamento social e profissional (o paciente não consegue trabalhar, se relacionar, cuidar de si mesmo, etc.). “O episódio depressivo moderado apresenta características intermediárias entre os episódios leve e grave”, completa Erika.

Tratamento para cada intensidade de depressão

 

A intensidade do quadro depressivo define o tipo de tratamento adotado, tendo em vista que quanto mais preocupante for o episódio, mais medidas de tratamento podem ser adotadas. Por exemplo, a depressão leve muitas vezes pode ser controlada somente com psicoterapia, enquanto que as versões moderada e grave exigem também o uso de medicamentos.

“O tratamento dos episódios depressivos é, na maioria das vezes, feito com medicações antidepressivas. Geralmente, nos casos mais graves há necessidade de doses maiores e, às vezes, até mesmo associação entre mais de um tipo de medicamento antidepressivo, ou entre medicamentos de outras classes, como antipsicóticos e estabilizadores do humor”, conclui a psiquiatra.

 

Dra. Erika Mendonça de Morais é psiquiatra formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e atua em São Paulo. CRM-SP: 124933

Foto: Shutterstock

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18 comentários para "Depressão: saiba mais sobre os diferentes graus de intensidade da doença."

Eva de Lourdes Camilo Vasconcelos

Tenho depressão faz muito tempo só fazia uso de uma medicação mesmo assim não adiantava, sentia falta de ar impaciente não dormia dores no corpo irritada sem vontade de fazer nada. Perda de peso vontade de morrer horrível ….Foi quando resolvi ir ao psiquiatra passou umas medicações faz 08 meses já estou desmamando faço acompanhamento psicológico terapia em grupo me ajuda bastante, graças a Deus estou bem……

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Eva, desejamos sucesso em seu tratamento! Abraços.

Gianfranco Tassoni

Olá, Sofro deste distúrbio também, depressão associado à muita ansiedade estou em tratamento pelo SUS para dependentes químicos faço uso de Diazepan, Cloridrato de Sertralina e não está resolvendo nada, tive e estou retornando com caso de vício de bebida e já fui internado por enfisema devido ao cigarro. Tenho 59 anos , será que consigo sair dessa? pois esse remédios não estão surgindo efeito…

Wanderlea batalha santana

Tenho muito interesse em me aprofundar no assunto tenho depreção

vinicius

Por que não diminuir a dosagem de medicamentos e pedir para que ele comece a praticar atividade física ? Hormônios liberados na atividade auxiliam no controle do humor, além de evidentemente desafiar o paciente fazendo com que ele cumpra tarefas elevando assim sua autoestima. menos medicamentos mais Exercicio Físico

Maria Ozaneida Vasconcelos Leite

Estou com problemas nos olhos às vezes não consigo nem abrir e percebi que estou com um comersso de depressão pois sinto muito angusta estou pensando em procurar um médico

Adilson Felix

Este programa de cuidadados pela vida do laboratório Ache, tem me auxiliado muito com orientações no tratamento depressivo da minha esposa. Muito obrigado.

jose carlos

faço tratamento contra depressão fazem 8 anos,e convivo bem,exceto quando pinta problemas financeiro ou mortes e algo que mexe com meus sentimentos pois sou muito imotivo.tomo dois tipos de remédio,um anti depressivo,tarja preta e um outro para me dar animo,vontade de viver etc.agradeço a mim mesmo,pois quando senti os sintomas corri procurei um psiquiatria e dai pra frente estou vivendo muito bem,tenho 56 anos.

CUIDADOS PELA VIDA

Oi José Carlos! Obrigado por compartilhar sua história conosco. Abraços.

Elaine

Distimia enche muito o saco sim!! Não atrapalha a vida profissional uma ova! Com sangue nozóio já é difícil quanto mais qdo tudo demanda uma energia q vc não tem Tomo remédio faz um tempo, ajuda mas a distimia não dá trégua! É resistente a medicamentos, a minha pelo menos. Exercício ajuda horrores. O problema é conseguir manter ou começar. Pra todo mundo é assim, mas qdo vc tá mal é pior. Por isso é importante fazer terapia, tratamento e etc. O colega ali em cima tá até certo, mas foi simplista. Se você conseguir manter atividade física legal e não precisar de remédio, corre pro abraço que isso é presente dos céus, aproveita. Um psiquiatra muito bom q fui disse q se for pra escolher medicação OU exercício, o último é melhor. Academia é um porre. Natação é muito bom, pena q é cara. Arte marcial é legal. Existem opções mais baratas. Igrejas podem ser úteis. Já vi igreja com karatê, tae Kwon do, taichichuan. Grupos de apoio (celebrando a restauração). Tem q meter o louco. É dureza. O maior desafio é se abrir. Não tô supimpa não, é um dia de cada vez. E qdo a família não apoia é trash. A minha família não gosta, não concorda muito com meu tratamento mas me ajuda e já é chato pra burro. Desejo sorte galera…

julio

Estou em tratamento contra a depressão há mais ou menos 2 anos, fica mais difícil tolerar perdas, frustrações e decepções sem ajuda especializada e até medicamentos é quase impossível aguentar.

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Júlio, a orientação médica e tratamentos corretos são de grande ajuda. Abraços

Solange A. P. Rodrigues

Tenho depressão, ja tive síndrome do pânico,ansiedade e com todis esses fatores desencadiei fibromialgia. Sofro muito com as dores faço tratamentoe tive uma boa melhora. Faço uso de cloridrato de sertralina de 100mg, Dual 30mg,Dorene de 150mg. Nao tenho muito animo para fazer as coisas e tem época que a insônia toma conta. Faço tratamento com reumatologista,mas japassei em psiquiatra e psicologo. Tem dia que acho que nao vou sarar a cabeça da gente e um problema.. estou pensando em procurar um psiquiatra novamente. Será que devo? Obrigada pela atenção..Deus nos proteja .

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Solange, a consulta ao psiquiatra é realmente importante, juntamente com o acompanhamento de psicólogos e terapeutas o tratamento será mais eficaz. Temos uma matéria que explica como eles ajudam: https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/depressao/quais-profissionais-tratamento-depressao
Outra dica que temos é que pacientes cadastrado no programa Cuidados Pela Vida e possuímos um serviço gratuito para clientes cadastrados no programa, o Saudável Saber, uma central de médicos e enfermeiros para te orientar 24 horas em dúvidas sobre saúde, doenças e tratamentos no número 0330 118 1006. Um abraço.

Carla

Boa noiteNão consegui ler o que vocês falaram à respeito do medicamento DualMinha mãe faz uso e está com depressaoÉ possível conseguir gratuito??Aguardo resposta Agradecida

CUIDADOS PELA VIDA

Olá Carla, o Programa Cuidados Pela vida concede desconto em determinados medicamentos da marca Aché. Você pode fazer o uso desse benefício se cadastrando por meio do nosso aplicativo, site ou Central de Atendimento, de Segunda a Sexta-feira das 8h às 20h no número 0800 777 8432. Abraços.

Adriana Guedes

Tenho depressão, fobia sócial, transtorno bipolar, isso já faz 16 anos. Faço uso de Venlafaxina, Rivotril, Quetros e Topiramato. Faço terapia e acompanhamento c psiquiatra. Tentei suicidio em abril desse ano, fiquei 5 dias internada, sendo 2 no Cti.(não recomendo nunca isso, pois hj sofro c minha atitude impensada) Mesmo c os tratamentos não vejo motivos para viver, tenho ataques de ansiedade durante o dia. Não tenho vontade de sair, de me arrumar, de tomar banho, só tenho vontade de ficar na cama dormindo, não vejo mais solução para meu caso. Meu marido e meus dois filhos sequer percebem q sofro a todos os dias, não falo nada c ninguém, pois a maioria manda procurar Igreja, procurar trabalho, sendo que sequer eu consigo conversar o necessário. Triste q quem sofre de depressao só ouve justamente o que jamais deveria ouvir. As pessoas só passam a nos entender, caso passem por algo similar. E exercícios físicos sim são maravilhosos, mas abandonar a medicação achando q exercitando tudo estará resolvido, é um grande engano. Medicação só se deixa de tomar aos poucos e c orientação médica. Vcs acham q acupuntura, Yoga… poderia me ajudar? Apesar de já viver c isso a tantos anos, e não achar q terei sucesso. Obrigada (nem mesmo minha mãe sabe o que passo, pois luto a todo segundo para que ninguém perceba. Apenas sou cobrada por alguma coisa q não consegui fazer na casa)

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Adriana,
Realmente exercícios físicos ajudam bastante mas jamais devemos abandonar os medicamento sem o orientação do médico especialista.
De acordo com a psiquiatra Elaine Henna “A prática do yoga, além dos benefícios psicológicos como redução de afetos negativos e agressividade, tem se mostrado eficaz na redução dos níveis de ansiedade e depressão”.
Separei uma matéria pra você ler e espero que que goste. Um abraço.
https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/depressao/depressao-complementar-tratamento-remedios

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