Depressão: doença atinge mais homens ou mulheres?


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A depressão é uma doença que vai muito além do sentimento profundo de tristeza. Envolve também desesperança, insegurança, problemas no sono, na memória e mudanças no apetite que afetam bem mais as mulheres: De acordo com os estudos já feitos até hoje, a depressão atinge duas vezes mais as mulheres do que os homens.

“Essa diferença pode ocorrer por vários motivos. Um deles é que os homens relatam menos sintomas depressivos, mesmo quando já estão presentes, passando a impressão de que o número de homens doentes é bem menor”, afirma a psiquiatra Luciana Staut.

Há também um grupo de pesquisadores que defende que as mulheres são mais ligadas a relações pessoais. Quando essas relações passam por mudanças, o corpo acaba sofrendo com alterações hormonais que podem desencadear um quadro de depressão.

 

Homens escondem mais os sintomas da depressão que as mulheres

 

Quanto aos sintomas, a especialista diz que não há diferença. O que existe é uma forma diferente de manifestá-los. “As mulheres tendem a comunicar mais quando não estão bem e quando se sentem tristes tendem a chorar mais demonstrando para o outro que não se sentem felizes”, explica a profissional.

Os homens, por outro lado, podem ter mais dificuldade para falar dos sentimentos ou até vergonha, tendendo a mascarar os sintomas presentes. “Quando se trata de depressão em homens, devemos ficar atentos a sinais, como irritabilidade mais acentuada, agressividade, uso de álcool em maior quantidade que o habitual, alteração de sono e isolamento social”, exemplifica Luciana.  

 

Tratamento da depressão é o mesmo nos homens e nas mulheres

 

Já o tratamento não apresenta diferenças entre homens e mulheres e deve ser embasado em um tripé: medicamentos, atividade física e psicoterapia. Durante o combate à depressão, o médico observará se o paciente tem dificuldade em fazer uso continuado de um remédio e em alterar sua rotina diária inserindo exercícios físicos e a psicoterapia.

 

Dra. Luciana Cristina Gulelmo Staut é psiquiatra, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria. CRM-MT: 6734

Foto: Shutterstock

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