Dermatite não é motivo para vergonha: tratamento pode controlar o quadro sem derrubar sua autoestima


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Dermatites são reações que afetam a pele, provocando sinais e sintomas como lesões, vermelhidão, ressecamento e manchas. Além de serem incômodos pela coceira e dor, esses sinais também desagradam por prejudicarem a parte estética. Por conta disso, você pode acabar tendo baixa autoestima e sentindo vergonha de expor a sua pele comprometida.

“As dermatites, em geral, podem resultar em baixa autoestima pois afetam a pele, que é um órgão de interação social. As dermatites geram sensação de rejeição, vergonha, infelicidade, ansiedade e estresse. Às vezes, os sintomas podem ser tão graves que provocam doenças, como depressão, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo, etc.”, explica a dermatologista Daniela Aidar.

Dermatite atópica é uma das que geram efeitos mais intensos na pele


Segundo a médica, o tratamento depende do tipo de dermatite. Para cada quadro e gravidade há um tratamento diferente.
No caso da dermatite atópica, que é uma das que têm maior impacto, o tratamento deve ser feito com hidratantes, sabonetes adequados, orientações de banho, corticoides tópicos, antialérgicos e, dependendo dos casos, medicamentos imunossupressores e fototerapia.

“A dermatite atópica é erroneamente considerada como alergia. Na realidade, ela ocorre em pessoas com um fundo mais atópico (rinite, bronquite), mas está mais relacionada a uma falha na barreira de hidratação cutânea desses pacientes. É uma doença genética, crônica e não contagiosa. A pele seca gera coceira e crises com lesões principalmente nas dobras, levando a um quadro de estigma social e piora da qualidade de vida. O tratamento adequado melhora as lesões, repara a barreira da pele e a autoestima do paciente”.

Tratamento é fundamental para recuperar autoestima dos pacientes com doenças de pele


A especialista cita ainda outras doenças e problemas de pele com impacto semelhante ao da dermatite atópica, tais como: dermatite seborreica, psoríase, vitiligo, rosácea, acne e alopecia areata. “Todas as doenças têm tratamento, mas nem sempre há cura.
Na maioria das vezes, você consegue um controle com o uso de medicamentos tópicos e/ou orais, o que ajuda a melhorar a sua autoestima”, completa Daniela.

Dra. Daniela Aidar é dermatologista formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). CRM-SP: 156459

Foto: Shutterstock

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