Virose: Por que esse diagnóstico é tão comum em crianças?


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Como o sistema imune das crianças é imaturo, ou seja, ainda não está fortalecido o suficiente, o organismo não consegue se defender plenamente das infecções. Isso faz com que o ataque bem sucedido de vírus e bactérias, especialmente, seja algo bastante comum nesta faixa etária específica e cause uma virose. 

O sistema de defesa das crianças só vai estar completamente desenvolvido aos 12 anos de idade (quanto menor a criança, mais imaturo é seu sistema de defesa), o que faz com que as infecções virais e bacterianas sejam mais frequentes nesta fase da vida. Muito mais da metade das infecções em crianças são provocadas por vírus. Existem vários tipos diferentes de vírus e cada um deles causa sinais e sintomas diferentes”, informa a imunologista Cláudia Lobo César.

 

Principais sintomas de virose em crianças

 

Os sintomas de uma virose são bastante variados, pois depende do vírus envolvido. Porém, a grande maioria começa com os seguintes sinais: febre, dor de cabeça, dor de garganta e mal estar. “Se for um vírus que causa infecção respiratória, pode haver também tosse, nariz trancado, coriza; se for um enterovírus, pode haver vômitos, diarreia, cólica abdominal. Alguns vírus podem causar ainda lesões de pele (manchas vermelhas, vesículas etc) e assim por diante”, afirma a imunologista.

Quanto menor é a criança, mais inespecíficos são os sintomas da infecção e, portanto, mais difícil de se saber qual a origem do vírus causador. “Como os lactentes (crianças até dois anos) tem o sistema de defesa mais imaturo, devem ser acompanhados com mais frequência, pois uma infecção viral pode evoluir para uma infecção bacteriana”, completa.

 

Tratamento de virose em crianças

 

Geralmente se a suspeita é de uma infecção viral, o médico prescreve apenas medicamentos que chamamos de sintomáticos, isto é, que aliviam os sintomas até que o próprio organismo resolva o problema. “Os antitérmicos (controlam a febre e também tem efeito analgésico) e os antieméticos (para vômitos) são bons exemplos. Além disso, é recomendado soro oral (em caso de diarreia e/ou vômito, para evitar a desidratação); solução salina, para ajudar na limpeza e desobstrução das narinas; e muito líquido”, recomenda Dra. Claudia.

 

Dra. Claudia Lobo César é alergista, imunologista e pediatra, formada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e atende em Itatiba (SP). CRM-SP: 53881

Foto: Shutterstock

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