A musicoterapia pode ser utilizada no tratamento do autismo?


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O tratamento do autismo deve ser multidisciplinar, envolvendo psicoterapeutas, psiquiatras e fonoaudiólogos. O trabalho em conjunto destes especialistas ajuda o paciente a melhorar diante de algumas deficiências (comunicação, interação, fala, cognição, gestual etc). A musicoterapia também é indicada, já que estudos apontam que o contato com a música ajuda na evolução desses pontos citados.   

Benefícios da musicoterapia no tratamento do autismo


“A musicoterapia pode ser utilizada no tratamento do autismo, assim como a terapia ocupacional. Ambas contribuem para melhorar as interações do paciente com o meio em que vive. É importante ter em mente que o indivíduo autista apresenta alterações no neurodesenvolvimento, com dificuldade de socialização e de percepções sensoriais (cheiros, sons e táteis)”, explica a psiquiatra Cláudia Chaves.

A comunicação verbal tende a melhorar, principalmente, quando as sessões de musicoterapia são feitas em grupo, mas as sessões individuais também trazem bons resultados, até porque esse tipo de terapia ajuda a desenvolver também a comunicação não verbal do paciente (expressão de sentimentos e emoções). Os contatos visual e tátil são igualmente estimulados, assim como a criatividade.

“Tendo em vista que o autismo é um transtorno que faz parte de um espectro (ou seja, de quadros mais leves até quadros muito graves), que não tem cura e que se trata de uma alteração da forma como o cérebro se desenvolve, qualquer terapia que auxilia os pacientes a conviverem melhor, se sentirem melhor e se comunicarem melhor, é considerada benéfica”, destaca a especialista.

Importância de um profissional qualificado para realizar a musicoterapia


É importante que o paciente seja acompanhado por um musicoterapeuta de fato, ou seja, um profissional que não apenas saiba como ensinar um instrumento, mas que também tenha a didática e o preparo necessários para lidar com a condição de um indivíduo autista. Associado a essa e às demais terapias,
pode ser necessário o uso de medicamentos capazes de controlar os sintomas do quadro.   

Dra. Claudia Chaves Dallelucci é médica psiquiatra, formada em Medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e mestranda em Psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). CRM-SP: 151077

Foto: Shutterstock

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