Verão 2017: como o calor afeta quem sofre de asma?


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Quem tem asma sabe que não importa se é inverno ou verão, os cuidados com a saúde não podem ficar de lado em nenhuma estação do ano. Essa necessidade é resultado do grande impacto que o clima causa na vida dos asmáticos. Não é apenas a temperatura que influencia na possibilidade de ter uma crise. A umidade relativa e a intensidade da poluição também podem provocar exacerbações em pacientes com a doença.

Exposição ao sol pode favorecer crises asmáticas

 

Pessoas com asma devem ter atenção quanto à prática de exercícios físicos ao ar livre durante a estação mais quente do ano. “No verão, por causa da maior incidência da luz solar, é possível haver aumento da concentração do gás ozônio, que é altamente irritativo para a mucosa de brônquios, narinas e olhos, elevando as crises de asma, rinite, conjuntivite e de DPOC”, explica o pneumologista Ciro Kirchenchtejn.

Segundo o profissional, a combinação entre o ozônio, as altas temperaturas e a desidratação pode iniciar uma crise asmática. “Recomenda-se treinar em locais sem exposição a gases produzidos por veículos e com menos luz solar, dando preferência à prática durante a manhã”, aconselha o especialista. As mudanças bruscas de temperatura, saindo do ar-condicionado diretamente para a prática ao ar livre, também são críticas para pacientes com asma e podem servir como gatilho para uma nova crise.

Asmáticos devem procurar locais limpos para praticar atividades físicas

 

Para Kirchenchtejn, a escolha do local para praticar um exercício deve ser cautelosa. “É preciso ter cuidado com o lugar, porque a umidade aumenta a concentração de mofo e ácaros. Deve-se fazer uma faxina e uma aeração do local”, diz o pneumologista. Parques e praças com árvores são os locais ideais, sem esquecer de se hidratar bastante. Se estiver em crise, atividades radicais devem ser evitadas. Caso utilize medicação para momentos de exacerbação dos sintomas, como bombinhas, leve-a sempre que possível.

O paciente asmático deve saber reconhecer se o seu desempenho durante a prática esportiva não está adequado ao estreitamento das vias respiratórias, condição que caracteriza a asma. Chiado, falta de ar e tosse com muco são alguns dos sinais que indicam que algo pode estar errado. É fundamental ter acompanhamento médico constante para garantir que a prática de exercícios físicos seja sempre segura.
Dr. Ciro Kirchenchtejn é pneumologista formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atua no Hospital Alemão Oswaldo Cruz em São Paulo. CRM-SP 50579

Foto: Shutterstock

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