Paciente consegue controlar intensa falta de ar com medicação


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Você já ouviu falar em silicose? Trata-se de uma complicação respiratória que pode desencadear em uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Ela é causada pela inalação da sílica, mineral que é um dos principais elementos formadores de areia e de rochas e que pode afetar muitos trabalhadores da indústria extrativista. Segundo a Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, a estimativa do número de trabalhadores potencialmente expostos à poeira de sílica chega a 6 milhões de pessoas.

Atuar na mineração é um fator de risco para silicose


Gildasio P.C., morador de Pindobaçu (BA), entrou para as estatísticas em 2012, ao ser diagnosticado como silicose. “Pouco tempo antes de descobrir a doença comecei a sentir uma forte falta de ar“, lembra o baiano que trabalhava com mineração. “Logo procurei um pneumologista, que descobriu esse problema”, continua.

Por causa do contato constante com o pó de sílica, que é tóxico, Gildasio foi afastado do trabalho e se aposentou por invalidez ainda jovem, com apenas 35 anos de idade. Foi instruído ainda a não praticar exercícios físicos que exigem esforço nem atividades intensas para não prejudicar o controle da falta de ar.

DPOC é uma das possíveis consequências da silicose


A toxicidade do pó de sílica promove a formação de tecido cicatricial nos pulmões, o que dificulta a respiração. No entanto, a
falta de ar não é o único sintoma da silicose. O problema ainda pode causar tosse, dor no peito e fraqueza, além de facilitar o desenvolvimento de infecções respiratórias, como a tuberculose. “Dependendo da intensidade das alterações, essa insuficiência se torna crônica e causa um prejuízo para o organismo como um todo, provocando perda importante da qualidade de vida”, afirma o pneumologista José Eduardo Martinelli.

Vale lembrar que, no início, a doença pode ser assintomática, e que no decorrer dos meses e anos, os sintomas tendem se agravar. Assim como outras doenças relacionadas à DPOC, a silicose se desenvolve lentamente, diante da exposição gradual e constante às substâncias tóxicas, e não tem cura, mas pode ser controlada.

Como é feito o tratamento da falta de ar causada pela silicose?


O médico procurado por Gildasio indicou o
tratamento com corticosteroides, medicações que ajudam a diminuir a inflamação das vias aéreas e permitem a passagem do ar com mais facilidade. “O tratamento melhorou minha qualidade de vida, com certeza. A falta de ar está controlada, mas eu não posso ficar sem o remédio. Uma vez fiquei 15 dias sem e a falta de ar voltou”, relata o aposentado.

Dados da Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, vinculada à Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT): http://www.rbmt.org.br/details/23/pt-BR/silicose-e-esclerose-sistemica–sindrome-de-erasmus—a-importancia-do-reconhecimento-da-associacao-entre-doencas

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dr. José Eduardo Martinelli

Dr. José Eduardo Martinelli

Geriatria

CRM: 27875 / SP

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dpoc
respiracao

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2 comentários para "Paciente consegue controlar intensa falta de ar com medicação"

Luciana

?Meu filho tem ren. alérgica, direto tá com falta de Ar.

CUIDADOS PELA VIDA

Olá Luciana. É crucial encaminha-lo para uma consulta com pneumologista afim de iniciar o tratamento adequado e amenizar os sintomas. Dessa forma será possível trazer maior qualidade de vida para o seu filho. Até logo.

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