A imunidade baixa pode atrapalhar o tratamento da asma?

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A imunidade baixa pode trazer muitos problemas para a saúde e é um fator que preocupa quem já sofre com doenças crônicas, como a asma e a DPOC. Por isso, é essencial redobrar os cuidados com as defesas do organismo. Para entender melhor a relação entre o tratamento de asma e a baixa imunidade, conversamos com o alergista e imunologista José Ângelo Rizzo.

Imunidade baixa: sintomas e quando se preocupar

Dr. Rizzo enfatiza que, primeiramente, é necessário entender como funciona o sistema imunológico como um todo: “Nossa imunidade não é uma entidade única. Temos imunidades gerais e específicas, de acordo com o agente agressor: bactérias, vírus, fungos, etc. Há também as doenças autoimunes, que geram uma imunidade desnecessária e danosa ao nosso organismo, bem como outros mecanismos de defesa que não fazem parte da imunidade mas, junto com ela, nos defende de agressões externas e microrganismos. Alguns exemplos são a saliva, a lágrima, a pele, os movimentos do intestino e o fluxo urinário. Tudo isso faz parte de um complexo sistema de defesa”. 

Alguns sintomas de imunidade baixa podem incluir infecções recorrentes e, com isso, o paciente que é asmático pode sofrer com crises mais intensas. “Quando há um defeito imunológico, há infecção de repetição. Se junto com esse defeito imunológico, o paciente tem asma, infecções respiratórias são gatilhos e podem complicar a asma”, explica o imunologista. Porém, Dr. Rizzo ressalta que essa associação é relativamente rara: “Não existe uma associação nítida entre redução da imunidade e asma. Nosso sistema imunológico é muito diversificado e a gente pode ter deficiências imunológicas segmentárias”.

Como o paciente asmático pode fortalecer a imunidade?

A importância da vacinação é vital não só para quem sofre com a asma e outras doenças respiratórias, mas para qualquer pessoa. “Em primeiro lugar, é possível evitar a imunidade baixa aumentando-a de forma segmentada. As vacinas aumentam nossa imunidade específica contra agentes infecciosos: tétano, coqueluche, Influenza, que é uma das grandes causas da exacerbação de asma, bem como a vacina da COVID-19. A vacina contra a gripe reduz as chances de asmáticos desenvolverem uma crise quando se contaminam por esse vírus”, afirma o médico.

O tratamento da asma não precisa nem deve ser interrompido ou prejudicado pela imunidade baixa. Mesmo que o paciente seja assintomático, é muito importante procurar um pneumologista para encontrar o melhor tratamento assim que possível. Isso pode evitar a manifestação dos sintomas de asma por meio das crises e até evitar um agravamento do quadro. 

Foto: Shutterstock

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dr. José Ângelo Rizzo

Dr. José Ângelo Rizzo

Alergia e Imunologia

CRM: 5053 / PE

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