Fisioterapia respiratória: como essa abordagem ajuda no tratamento da DPOC?

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A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um problema respiratório relativamente comum: cerca de 7 milhões de brasileiros convivem com a doença, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Os tratamentos para melhorar a qualidade de vida do paciente podem incluir medicações e até mesmo a fisioterapia respiratória. O pneumologista José Eduardo Martinelli conversou com a equipe do Cuidados pela Vida sobre os objetivos da fisioterapia respiratória e explicou como ela pode ajudar pacientes com DPOC

Fisioterapia respiratória para DPOC melhora a qualidade de vida do paciente

A fisioterapia respiratória é uma especialidade da fisioterapia muito útil no tratamento de diversas doenças, como explica Dr. Martinelli: “É importante para qualquer doença respiratória ter alguém especializado nisso, principalmente agora no pós-COVID-19. A fisioterapia ajuda bastante pessoas que foram entubadas ou não, mas que tiveram de 50% a 75% de sua capacidade pulmonar comprometida e, quando saem do hospital, acabam tendo falta de ar e desconforto respiratório. É uma especialidade importante para a reabilitação de qualquer patologia desse sistema”.

Porém, de acordo com o pneumologista, essa abordagem é ainda mais importante para quem tem DPOC e visa melhorar a qualidade de vida do paciente: “Para quem tem DPOC, a fisioterapia respiratória é fundamental, pois o paciente aprende a respirar. Em crise, por exemplo, a respiração fica acelerada e o paciente perde o controle emocional da respiração. Até nisso, a fisioterapia é importante”.

A reabilitação a partir dos exercícios e do aparelho para fisioterapia respiratória prioriza o bem-estar do paciente com a respiração comprometida. “Se você fizer uma prova de função pulmonar antes de fisioterapia e depois de 10 sessões você repetir a prova, os valores serão praticamente os mesmos, mas o paciente estará se sentindo bem melhor. Então, reabilitar os músculos respiratórios, acessórios e principalmente o diafragma é muito importante para quem tem a doença”, afirma Dr. Martinelli. 

Exercícios de fisioterapia respiratória ajudam em outras doenças

Além da DPOC, pessoas que possuem outras condições respiratórias também podem se beneficiar desse tipo de exercício. “Um dos casos que chama mais atenção são os portadores de bronquiectasia. Geralmente, o exercício é recomendado para o período matutino. Quando o paciente faz esse exercício matinal, ele passa o dia inteiro sem tossir. Mas, caso não faça, ele pode passar o dia inteiro com tosse. Nas atelectasias, a fisioterapia também é fundamental para drenar secreções, liberar o pulmão que está fechado e impedir que outras áreas pulmonares se fechem”, informa o especialista. 

Por fim, o pneumologista destaca outros cuidados importantes que quem tem DPOC deve adotar para melhorar sua qualidade de vida. “Impedir infecções respiratórias, principalmente as virais, que mais desencadeiam exacerbações. É sabido que, em cada crise, você perde mais função pulmonar. Então, deve-se tomar cuidado com ar-condicionado, pólen e fumaças das mais variadas possíveis, precavendo-se de fatores que desencadeiam a exacerbação, além de prevenir outras doenças das vias respiratórias superiores, como a faringite e a nasofaringite”, finaliza o médico. 

 

Dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT): https://sbpt.org.br/portal/video-dpoc-2019/

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dr. José Eduardo Martinelli

Dr. José Eduardo Martinelli

Geriatria

CRM: 27875 / SP

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