Coronavírus: É possível diferenciar um caso de DPOC da COVID-19?

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O novo coronavírus, microrganismo causador da COVID-19, se tornou o maior inimigo da saúde mundial em 2020, com mais de 4 milhões de casos confirmados só no Brasil até o início de setembro, segundo o Ministério da Saúde. Falta de ar, tosse e saturação baixa de oxigênio no sangue são algumas das consequências da sua infecção, mas também são comuns em outra doença respiratória: a doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC. 

Diferentemente da COVID-19, a DPOC tem evolução lenta

Se esses problemas afetam tanto pacientes infectados pelo novo coronavírus quanto pessoas com DPOC, é possível confundir as duas doenças? Segundo o pneumologista Paulo Faleiros, é pouco provável que isso aconteça: “A DPOC, como o próprio nome diz, é crônica, ou seja, os sintomas apresentam-se há bastante tempo, enquanto a COVID-19 é aguda (poucos dias de evolução)”.

A DPOC leva anos para se manifestar e seus sintomas são causados, na grande maioria dos casos, pela inalação da fumaça do cigarro, que ataca os brônquios e os alvéolos pulmonares. Quem já apresenta tosse há muito tempo, deve desconfiar de um quadro de COVID-19 se houver uma piora repentina dos sintomas.

Como é feita a diferenciação entre a COVID-19 e a DPOC?

“Se uma pessoa com DPOC adoecer pela COVID-19, ela poderá apresentar tanto sintomas da COVID, quanto uma piora dos sintomas da DPOC. Neste caso, o médico deverá investigar se está acontecendo essa correlação”, informa Dr. Faleiros. Além dos sintomas já citados, o coronavírus também pode causar perda de olfato e paladar, náuseas, vômitos e diarreia, que não aparecem nos casos de DPOC. 

A diferenciação entre as duas doenças deverá ser feita na consulta. O médico irá conversar com o paciente ou familiares para entender sua história e irá solicitar exames físicos e complementares, como a tomografia de tórax. Caso haja suspeita de uma infecção pelo novo coronavírus, um exame para detectar o vírus ou a presença de anticorpos contra o vírus também poderá ser feito. 

Já existe tratamento para a COVID-19?

O tratamento, por sua vez, apresenta diferenças significativas, já que ainda não existem medicamentos específicos para tratar a COVID-19. “Já o tratamento da DPOC envolve a utilização de broncodilatadores inalatórios e, em alguns casos, a associação com corticoide inalatório. Se tiver exacerbação, poderá ser iniciado corticoide oral e, caso a causa seja infecção bacteriana, antibiótico”, afirma o pneumologista. Outra medida fundamental para o controle da DPOC é abandonar o tabagismo. 

 

Dados do Ministério da Saúde: https://covid.saude.gov.br/

Foto: Shutterstock

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dr. Paulo Faleiros

Dr. Paulo Faleiros

Pneumologia

CRM: 123869 / SP

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