Pacientes com asma têm dificuldade de respirar em cidades em altas altitudes?


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Visitar uma região muito alta, acima dos 2.500 metros de altitude, não é uma tarefa fácil para o corpo humano, já que a mudança provoca uma série de alterações no organismo. A pressão atmosférica mais baixa faz com que haja menos oxigênio circulando. A consequência é uma dificuldade para respirar bem maior e quem sofre mais com esse problema são os pacientes asmáticos.

Em cidades altas, asma pode piorar tosse seca e falta de ar


“Há maior dificuldade do asmático respirar em grandes altitudes quando a doença não está devidamente controlada, piorando a falta de ar, a tosse seca e a limitação do esforço físico devido ao processo inflamatório crônico das vias aéreas, agravando a limitação de fluxo de ar nos brônquios”, afirma o pneumologista Jaime Ferreira Baetas Junior.

Antes de viajar, é importante visitar o consultório médico para uma avaliação do quadro de asma. Em alguns casos, quando o paciente está com os sintomas exacerbados, o profissional poderá desaconselhar a visita a um local de alta altitude até que a doença se estabilize. A viagem poderá piorar ainda mais os sintomas e sobrecarregar todo o corpo, em especial, os sistemas respiratório e cardiovascular.

Tratamento da asma ajuda a evitar piora dos sintomas em altas altitudes


Para os pacientes asmáticos que forem autorizados a fazer a viagem, algumas dicas podem ajudar a driblar o problema. “Manter o uso contínuo da medicação inalatória
mesmo fora da crise, com acompanhamento médico por se tratar de uma doença crônica”, recomenda o especialista. Os medicamentos broncodilatadores, por exemplo, ajudam a reduzir a inflamação dos brônquios, permitindo a passagem do ar para os pulmões com mais facilidade.

“Em algumas cidades da América do Sul, na altitude extrema, é recomendável evitar variações bruscas de temperatura e esforço físico intenso, como as corridas nas montanhas”, aconselha o pneumologista. Quando há práticas esportivas envolvidas, é importante também preparar o corpo antes da viagem, fazendo exercícios aeróbicos com antecedência para melhorar o condicionamento físico e adotando uma alimentação mais saudável.

Dr. Jaime Ferreira Baetas Junior é pneumologista, professor da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) e responsável pelo ambulatório de doenças respiratórias do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. CRM-SP: 63007

Foto: Shutterstock

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