Como é ter o transtorno do pânico? O que muda na vida do paciente?


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O transtorno do pânico é uma doença mental que causa uma grande variedade de sintomas físicos e psicológicos, como vertigem, falta de ar, dor no peito, ondas de calor, taquicardia e medo de morrer ou enlouquecer. Todos esses sintomas mudam a vida e a rotina de uma pessoa, especialmente quando ela ainda não foi diagnosticada e, portanto, não sabe o que está acontecendo em seu corpo.

 

Sintomas físicos dificultam diagnóstico do transtorno do pânico

 

“Os sintomas físicos são muito característicos desta doença, levando cerca de 90% dos pacientes acreditarem que têm um problema físico e não um problema psiquiátrico ou psicológico”, afirma o psiquiatra Alexandre Proença. Isso pode acabar dificultando o diagnóstico e prolongando o sofrimento do doente.

Segundo o profissional, é comum os pacientes se consultarem com diversos especialistas e se submeterem a diversos exames, muitas vezes desnecessários e caros. Muitos deles procuram atendimento em serviços de emergência com frequência porque acham que estão com algum problema cardíaco. De lá, saem frustrados porque sofrem, mas ouvem dos médicos que estão bem.

 

Pacientes com transtorno do pânico podem se isolar da família

 

Além disso, muitas pessoas passam a evitar lugares públicos e cheios devido ao medo de ter uma crise de pânico. Algumas chegam a ficar completamente reclusas em casa, deixando de trabalhar, de estudar e de realizar suas atividades diárias. Outro problema que pode afetar esses indivíduos é o desenvolvimento de outros transtornos simultâneos, sendo a depressão um dos mais frequentes.

A melhor forma de manter a qualidade de vida e evitar que o transtorno do pânico afete a rotina é realizar o tratamento corretamente depois de receber o diagnóstico. “O tratamento é fundamental para que o paciente volte a ter uma vida social e profissional normal. Existe tratamento efetivo para o pânico com medicamentos, psicoterapias e a combinação de ambos como a melhor escolha”, recomenda Proença.

 

Dr. Alexandre Proença é psiquiatra, com residência médica em Psiquiatria pela Fundação Municipal de Saúde de Niterói (FMS/HPJ) e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). CRM-RJ: 52905674

Foto: Shutterstock

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9 comentários para "Como é ter o transtorno do pânico? O que muda na vida do paciente?"

Telma

Sofro descendo transtorno a muito tempo tomei por muito tempo medicações que me deixaram pior ai resolvi fazer terapia foi o que na realidade me ajudou muito hoje faço todas minhas atividades saio de casa sem problema ainda tenho algumas crises mais nada que afete minhas atividades diárias.

CUIDADOS PELA VIDA

Olá Telma, o transtorno do pânico é uma doença psiquiátrica ligada a níveis exagerados e perigosos de ansiedade. O problema provoca crises inesperadas e que são bastante impactantes para o doente, envolvendo tanto sintomas físicos quanto psicológicos. O mais importante é sempre seguir a prescrição e o tratamento indicado pelo profissional, amenizando os sintomas e melhorando sua qualidade de vida. Abraços.

Maria Aparecida

Sofro de transtorno do pânico e nunca imaginei q iria passar por isso. É uma luta diária q parece q nunca terá fim. Hoje estou melhor fazem terapia, tomando medicações e fazendo tratamento espiritual tbm. O ruim é q tem muitos fatores q influenciaram na doença e não sei qual ou quais ou se todos contribuíram mas tô na luta!

CUIDADOS PELA VIDA

Olá Maria, a medicação é um fator importante para cessar as crises e dar a possibilidade ao paciente de conseguir manter suas atividades diárias. O Dr. Alexandre Proença orienta que ter uma crise de pânico nem sempre é sinal de que o tratamento precisa ser revisado pelo psiquiatra. É comum que os pacientes ainda tenham algumas crises no início do tratamento. Com o tempo elas tendem a ser menos intensas e em menor frequência. Mas, caso exista uma permanência dos sintomas, é recomendável ajustar o tratamento. Converse sempre com seu psiquiatra sobre os sintomas que você tem sentido mesmo tomando os medicamentos. Até logo.

Maria

Eu era uma pessoa determinada, enfrentava td com SEGURANÇA , viajava sozinha, mas hj tá mudou. TENHO MEDO DE DIRIGIR, vivo no medico pq sinto coisas que eu acho que vou morrer, acordo com uma angústia horrível, as vezes sinto conta DE de sair correndo e acho q estou ficando louca. Não desejo isso ora meu pior inimigo. É horrível!

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Maria, o acompanhamento psicológico/psiquiátrico é vital para que as crises se tornem menos frequentes conforme o passar do tratamento. Desejamos melhoras. Até a próxima!

Tânia Maria Garcia de Almeida

Por favor me ajude meu filho tem 20 anos está tendo umas coisas estranhas como medo não sai na rua não trabalha mais fica dizendo que tudo tá passando na televisão Foi ele que falou que ele está sendo clonado que os documentos dele tá sendo usado fica falando coisa desconexo fala que vai morrer fala que vou matar ele eu não sei mais o que fazer eu queria saber se isso é síndrome do pânico ou se é esquizofrenia eu não sei me ajuda por favor

Eliane silva

Ola ja tive uma crise de pânico fiquei com medo de sair na rua , achava q tinha gente me perseguindo, qualquer carro q parava perto de casa eu achava q estava atraz de mim nem saia na rua.fui em um psquiatra comecei a fazer o tratamento achei q estava bem e parei por conta própria.Depois de um tempo tive depressão delirante achava q as pessoas do meu serviço me perseguia.Voltei a tomar o medicamento ja faz 4anos q tomo mais não consegui mais passar com psiquiatra não tem consulta em minha cidade mais continuo a tomar o medicamento

CUIDADOS PELA VIDA

Olá Eliane, as crises do transtorno do pânico ocorrem sempre de forma inesperada e em função de um medo agudo e recorrente de que algo ruim aconteça. As causas não são muito bem definidas, mas alguns fatores como genética e estresse podem influenciar. O tratamento da síndrome do pânico se baseia em psicoterapia e uso de medicamentos. A combinação de ambos é bem mais eficaz do que um único método atuando sozinho. Naturalmente, buscar ter uma boa qualidade de vida, reduzindo bastante o estresse, principalmente, também ajuda a diminuir as chances das crises voltarem a aparecer. É muito importante que você tenha um acompanhamento psiquiátrico para que o tratamento seja realizado de forma correta. Abraços.

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