Existem diferentes níveis de gravidade de síndrome do pânico?


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A síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico, é uma doença psiquiátrica que provoca a ocorrência de crises recorrentes de ansiedade extrema. Nessas situações, o paciente tem medo de morrer, de perder o controle da vida e enlouquecer e pode sentir tremores, palpitações, suor excessivo e falta de ar.

Manifestações diferentes

O transtorno não atinge todas as pessoas da mesma maneira, já que apresenta diferentes níveis de gravidade. “A gravidade da síndrome é determinada pela intensidade, pela frequência e pela duração das crises, assim como pelo impacto que elas têm na qualidade de vida do indivíduo”, afirma o psiquiatra Eduardo Aratangy.

Nos casos mais extremos, até mesmo o medo de ter uma crise pode desencadear outra crise, de acordo com o psiquiatra. Alguns deles sofrem com a depressão e outros recorrem ao uso de álcool e outras drogas para tentar aliviar os sintomas, o que contribui para piorar o quadro de saúde.

Mudança de vida

O problema pode alterar drasticamente a rotina, impedindo com que o paciente se sinta seguro e confortável para trabalhar, estudar e sair de casa. “Muitos passam a evitar ficar sozinhos ou ir a lugares desconhecidos, por medo de ter uma crise e não conseguirem ajuda. Outros não conseguem frequentar lugares com muita gente”, complementa Aratangy.

O tratamento para a síndrome do pânico possui abordagens diferentes de acordo com os níveis de gravidade, como explica o psiquiatra: “Os casos mais leves podem ser tratados com técnicas psicoterápicas, como relaxamento e controle da respiração.” Já outros requerem calmantes e os graves e crônicos devem ser tratados com antidepressivos para inibir as crises e aumentar a resistência do indivíduo à ansiedade.

Dr. Eduardo Wagner Aratangy é psiquiatra, formado pela USP e atua em São Paulo. CRM-SP: 116020

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dr. Eduardo Aratangy

Dr. Eduardo Aratangy

Psiquiatria

CRM: 116020 / SP

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ansiedade
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3 comentários para "Existem diferentes níveis de gravidade de síndrome do pânico?"

Maraisa

Olá A 6 meses atrás passei por um medo, que me impediu de viver minha vida novamente de dormir e sair sozinha. Fui a varios médicos e psicólogos ate que cheguei ao psiquiatra o mesmo me informou que estava tento crises de pânico. Fiz tratamento em 5 meses. Logo após terminei o tratamento e fiquei boa. Pude ter minha vida melhor. Mais a alguns dias essas crises e o medo de ter elas estão fazendo com que eu nao saia de casa. E mesmo que tenha alguem em casa eu tranco todu. Coloco sofás ma frentes das portas. E cadeado em cada janela. Ontem a noite me deu uma crise forte com falta de ar, dor. O peito, tontura, medo de todos ao meu redor me machucar. Faz 3 dias que. Ao durmo sem remédio estou tomando cha que serve para calmante e Rivotril para dormir. Mais o medo não me deixa dormir.

Adriana

A algum tempo venho sofrendo com crises de ansiedade e pânico segunda minha psicóloga meu cardiologista e meu reumatologia.isso ocorreu após uma internação de corrente do lupus e após o diagnóstico de lupus . Ontem tive uma crise creio eu , coração batendo forte , pressão alta , angústia , medo de dormir e não acordar de estar enlouquecendo , uma sensação de que estava tudo em câmera lenta que e hoje permace . Tenho muita preocupação com a saúde desde que fiquei internada e diagnósticada com lupus , passei com psiquiatra mas não consegui tomar os remédios por não encontrar um deles e o outro por ser caro .As vezes fico em dúvida se e ansiedade ou algo mais sério , a psicóloga diz que foco muito na doença vou passar com a psiquiatra novamente mês que vem .Espero que ela me ajude e que eu melhore quero minha sanidade mental de volta

CUIDADOS PELA VIDA

Olá, Adriana. Com uma investigação mais profunda, o psiquiatra pode identificar se os sintomas relatados são referente a ansiedade ou a algum outro transtorno e assim lhe fornecer um diagnóstico preciso e indicar as medidas necessárias para o tratamento. Desejamos sucesso no seu tratamento. Abraços!

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