Convivendo com a doença: confira algumas dicas que podem ajudar quem enfrenta a síndrome do pânico


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Tremores, taquicardia, medo de morrer, desconexão com o mundo, sensação de estar diante uma situação perigosa. Esses são alguns dos sintomas da síndrome do pânico. Quem tem o distúrbio enfrenta crises que costumam aparecer entre o fim da adolescência e início da vida adulta. Conviver com o problema não é fácil, mas existem algumas maneiras que podem ajudar o paciente a vencer os desafios da doença e manter a qualidade de vida.

Fatores que podem agravar a síndrome

A síndrome pode ser agravada pela exposição a fatores que abalem o bem-estar físico e mental. Doenças, mortes na família e uso de drogas, lícitas e ilícitas, são alguns exemplos. Além desses, pode ser citada a sobrecarga emocional causada por problemas em relacionamentos, no trabalho e nos estudos.

Segundo o psiquiatra Marcelo Calcagno Reinhardt, amigos e familiares devem incentivar a procura por ajuda. “O melhor auxílio é orientar essa pessoa a buscar atendimento psicológico e psiquiátrico. É importante mostrar que é um problema de saúde que necessita tratamento como qualquer outro”, afirma o médico. Não se deve recorrer ao álcool e a outras drogas para aliviar os sintomas.

Vida saudável

Os pacientes devem saber que a síndrome do pânico tem tratamento, capaz de controlar os sintomas e permitir uma vida saudável. Isso deve ser levado em conta até mesmo para reduzir o preconceito que a própria pessoa pode ter com relação ao transtorno. O atendimento psiquiátrico é fundamental também para distinguir a síndrome de outros problemas que apresentam sintomas parecidos.

Entretanto, o tratamento da síndrome do pânico deve envolver ainda mudanças de hábitos do dia a dia e o enfrentamento de fatores que promovem o desenvolvimento do problema. “Não adianta apenas tratar com medicação e não promover modificações em sua vida que possivelmente levaram a apresentar o transtorno, pelo menos aquelas passíveis de modificação”, conclui Reinhardt.

 

Marcelo Calcagno Reinhardt é psiquiatra, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua em Florianópolis. CRM-SC: 10573

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