Existem atividades do dia a dia que podem gerar ou agravar um quadro de esquizofrenia?

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Há algumas décadas, pessoas com esquizofrenia eram taxadas como loucas e internadas em sanatórios. Hoje, graças ao desenvolvimento da psiquiatria, os estudos sobre a doença estão mais avançados e permitem uma compreensão mais profunda dos casos e descobertas que revelam as melhores formas de tratamento. No entanto, a doença ainda é cercada de preconceitos e mistérios. Existem atividades do dia a dia que podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição?

Parte genética, parte ambiental

A esquizofrenia é um transtorno mental causado pela interação de aspectos biológicos, que envolvem a genética e o desenvolvimento neurológico, com aspectos ambientais. “Histórico de familiares com esquizofrenia, alterações no feto ou na infância e exposição precoce a drogas são alguns dos principais fatores ligados ao surgimento da doença”, afirma o psiquiatra Eduardo Aratangy.

Entorpecentes agravam a esquizofrenia

Aratangy afirma que atividades cotidianas não têm relação direta com o desenvolvimento da esquizofrenia, mas estudos mostram que o consumo de uma série de entorpecentes está relacionada à doença. “Não são conhecidas atividades que gerem a esquizofrenia, mas é sabido que o uso de substâncias, como a maconha, a cocaína, o LSD, e a presença de outros transtornos neuropsiquiátricos, como a epilepsia, agravam o quadro”, alerta o psiquiatra. A demora no diagnóstico correto, o tratamento inadequado e a falta de suporte familiar e social colaboram para que o problema avance e se torne cada vez mais complicado para tratar.

O tratamento e controle da esquizofrenia passam pelo uso de medicamentos. Os chamados antipsicóticos ou neurolépticos associados à psicoterapia e aos tratamentos que estimulam a autonomia, a reabilitação, o controle e a integração social são os principais tratamentos disponíveis para a esquizofrenia.

 

Dr. Eduardo Wagner Aratangy é psiquiatra,  formado pela USP e atua em São Paulo. CRM-SP: 116020

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dr. Eduardo Aratangy

Dr. Eduardo Aratangy

Psiquiatria

CRM: 116020 / SP

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12 comentários para "Existem atividades do dia a dia que podem gerar ou agravar um quadro de esquizofrenia?"

ubaneide

gostaria de pedir ajuda a vcs, meu filho com tinha 11 anos 2007 teve um traumatismo craniano grave sendo submetido a uma cirurgia para retirar o coagulo. atualmente faz uso de aristab 15 meio comprimido. ja fez uso de respiridona, depakote, e nada resolve o seu pensamento é fixo em linguaguem de ingles e espanhol, casa demônios e uma tal de cortana. Esta em acompanhamento psiquiátrico e psicologo a tempos e nada resolve. Me ajudem por favor. Obrigada

CUIDADOS PELA VIDA

Olá, Ubaneide. Agradecemos por compartilhar seu relato, de acordo com a matéria o tratamento e controle da esquizofrenia passam pelo uso de medicamentos. Os chamados antipsicóticos ou neurolépticos associados à psicoterapia e aos tratamentos que estimulam a autonomia, a reabilitação, o controle e a integração social são os principais tratamentos disponíveis para a esquizofrenia. É muito importante que seu filho continue com o acompanhamento junto ao psiquiatra e o psicologo. Desejamos sucesso no tratamento. Até breve.

Anônimo

Ubaneide, sei que aqui não é um canal apropriado para isso, mas me sensibilizo por você que minha filha de 12 anos também estava tomando esse medicamento e outros. Eu me agarrei com Deus e Santa Cristina que é intercessora das pessoas com problemas mentais e hoje minha filha ganhou alta do psiquiatra e da psicóloga. Continua sim fazendo os tratamentos direitinho; dá muito carinho para seu filho; coloca os sofrimentos seu e dele na cruz de Jesus que você vai vencer.

CUIDADOS PELA VIDA

Olá, agradecemos o seu comentário! Ficamos felizes em saber da melhora da sua filha e desejamos continuidade no sucesso do tratamento dela. Abraços!

Eliana

Ubaneide,,eu tenho uma filha adotiva que com quase 15 anos teve uma crise psicótica, foi dianosticada com esquizofrenia e ansiedade ,hj com 19 anos tivemos de trocar de psiquiatra pq todos os remédios que ela tomava não surtia efeito e dava reações, tomou todos esses remédios que vc citou aqui, hoje com a outra psiquiatra,ela está ótima, o nome do remédio é INVEGA 3 MG, pergunte ao médico do seu filho, o importante é acompanhamento médico e psicológico, que com o passar dos anos eles cansam tb viu..Boa sorte

CUIDADOS PELA VIDA

Olá, Eliana. Agradecemos o seu comentário! Cada organismo possui reações diferentes e, por essa razão, o médico psiquiatra deve analisar a terapêutica ideal baseada no histórico clínico do paciente e seu diagnóstico. Abraços!

Evaldo

Um amigo apresentava os problemas citados e o Psiquiatra indicou Luvox 100mg Latuda 20mb (noite) e Zodel (manhã). Hoje, está muito consciente do absurdo dos pensamentos que teve e vive sem bem melhor. Está estudando e convivendo normalmente, desde que mantenha o uso dos medicamentos.

CUIDADOS PELA VIDA

Olá, Evaldo. É fundamental que cada paciente procure o seu tratamento conforme as necessidades de seu organismo, esse diagnóstico deve ser realizado por um especialista que será capaz de indicar o tratamento mais adequado. Até logo!

edelice

muito bem aplicado às interferências feitas pelo CuidadosPelavida,no q diz respeito à induzir uso de medicamentos a outras pessoas.

CUIDADOS PELA VIDA

Olá, Edelice. Somos gratos pelo seu comentário! É muito importante que todos tenham consciência em relação a automedicação ser perigosa, quando um médico especialista indica um medicamento há uma análise prévia sobre os riscos e eficiência que o produto pode ter na pessoa que está sendo atendida e mudar esse tratamento por conta própria pode colocar a vida do paciente em risco. Um abraço!

Mercedes Moreira Cardoso Corado

Assim como no caso da esquizofrenia, existem substâncias que prejudicam ou aceleram a depressão

CUIDADOS PELA VIDA

Olá, Mercedes. Agradecemos por compartilhar seu comentário. Alguns fatores como: uso uso de álcool e outras drogas, sedentarismo, não dormir a quantidade necessária por dia ou ultrapassar a quantidade de horas de sono indicada, não tomar a medicação quando médico prescreve, entre outros podem ser prejudiciais para quem faz tratamento de depressão. Desejamos sucesso no seu tratamento!

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