Você sabia que a substituição dos medicamentos para o controle do herpes pode prejudicar o tratamento?


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O combate à infecção causada pelo vírus herpes simples é feito com o uso de medicações tópicas, como cremes e pomadas, e também com antivirais, que impedem a reprodução do vírus causador da doença. Substituir esses medicamentos sem autorização do seu médico pode atrapalhar os resultados do tratamento.

Trocar a medicação do herpes pode piorar os sintomas


“A substituição do medicamento prescrito pelo médico por outro certamente altera o resultado. Há um risco muito grande de não responder ao tratamento, além de haver risco de efeitos colaterais e uma chance
significativa de piora do quadro“, afirma a dermatologista Patrícia Lima.

Por se tratar de uma doença contagiosa e recorrente, você deve redobrar os cuidados com o tratamento para que ele seja eficaz. “É uma doença de ordem viral e com risco de autoinoculação, ou seja, manipular a região acometida com as mãos contaminadas e levá-las a outras partes do corpo aumenta o risco de novas lesões”, alerta a profissional.

Tratamento do herpes pode evitar o surgimento de novas lesões


Para garantir o sucesso do tratamento, além de evitar a manipulação das feridas do herpes, você deve ainda limpar com uma gaze as feridas que se romperem ao longo da crise. Segundo Patrícia, o uso de medicamentos a base de creme, gel ou líquidos funciona como uma barreira física ao prevenir o contato de lesões com as áreas vizinhas.

Outras opções para tratar seu quadro de herpes são as medicações orais, que ajudam a prevenir a recorrência do vírus e são utilizadas na maioria dos casos. “O tempo de tratamento e a dose preconizada são determinados pelo médico”, afirma a dermatologista. O consumo de lisina também é recomendado para a supressão das manifestações do herpes. Esse aminoácido, que pode ser encontrado em alimentos como nozes, carne de porco, sementes, ovos e feijão, por exemplo, também pode ser suplementado, caso não seja possível obtê-lo apenas na alimentação. Por isso, converse com seu médico, para que ele aponte o melhor curso para o tratamento, tanto quando as feridas estão aparentes, quanto no controle da doença a fim de evitar novas manifestações.

Dra. Patrícia Lima é dermatologista, formada pelas Faculdades Unidas do Norte de Minas, pós-graduada em Dermatologia pelo Instituto Superior de Medicina e atua na Clínica Bruno Vargas, em Belo Horizonte. CRM-MG: 57812

Foto: Shutterstock

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