Pele jovem: bronzeamento artificial contribui para o envelhecimento facial?


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Apesar de muitas pessoas buscarem o bronzeamento artificial pelo desejo de “ostentarem” a tonalidade típica do verão, esse procedimento traz sérios riscos à saúde da pele. Além de contribuir e muito para o envelhecimento facial e corporal, o bronzeamento artificial pode causar doenças de pele, como o câncer.

 

Riscos do bronzeamento artificial para a saúde da pele

 

“As lâmpadas de bronzeamento artificial são fontes de radiação, assim como o sol, com liberação de raios ultravioleta A (UVA). O UVA é o principal responsável pelo envelhecimento da pele, levando à perda de elasticidade e colágeno, perda da hidratação da pele, manchas, e rugas precoces. Há também o risco de queimaduras solares e danos oculares”, explica a dermatologista Daniela Aidar.

O bronzeamento artificial aumenta o risco de desenvolvimento do melanoma, principalmente, que é o tipo mais agressivo de câncer de pele. A OMS (Organização Mundial da Saúde) já publicou que essa exposição aumenta em até 75% a chance de se ter melanoma. “A maioria das pessoas que se submete ao bronzeamento artificial está tão interessada em adquirir um bronzeado rapidamente, que acaba também não usando protetor solar, o que torna o dano ainda pior”, completa Daniela.

 

Alternativa mais segura para o bronzeamento artificial

 

Apesar desses riscos, é possível se bronzear artificialmente de maneira segura, já que existem alternativas que não envolvem exposição aos raios UVA. Segundo a especialista, a maneira mais segura de se conseguir um bronzeado sem prejudicar a saúde da pele é o uso de autobronzeadores, que são cremes à base de uma substância chamada dihidroxiacetona.

“Os autobronzeadores conseguem pigmentar a pele através de uma reação na camada córnea (mais externa) da nossa pele. A pigmentação que eles garantem não é por melanina, como a do sol; ela praticamente ‘tinge’ a pele. Existem tanto autobronzeadores de uso domiciliar (cremes), como locais que oferecem o bronzeamento a jato, em que o produto é aplicado com uma pistola. Este último também é considerado um procedimento seguro”, afirma a especialista.

 

Dra. Daniela Aidar é dermatologista formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). CRM-SP: 156459

Foto: Shutterstock

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