É possível perceber sinais de calvície ainda na infância?

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Como a calvície é uma doença essencialmente ligada à herança genética, o único indicativo de que uma criança possa vir a desenvolver o problema no futuro é o histórico de calvície na família. Mesmo assim, isso não garante que o indivíduo sofrerá com esse tipo de queda de cabelo. Porém, trata-se do principal fator de risco, o qual eleva significativamente as chances de aparecimento dos sintomas durante a vida adulta.

Principais fatores de risco da calvície


É importante ter em mente que a
calvície é uma doença multifatorial, o que significa que outros fatores também influenciam para a manifestação do quadro. Excesso de oleosidade, tabagismo, ingestão exagerada de bebida alcoólica e muito estresse na rotina são alguns exemplos. Como tais fatores são controláveis, é possível diminuir as chances de sofrer com o problema mantendo hábitos de vida saudáveis. 

“Dificilmente percebemos sinais de calvície na infância. Claro que se há história familiar de calvície, tanto do lado materno quanto pelo lado materno ou de ambos, existe a chance de desenvolver a calvície na vida adulta. Tendo em vista que trata-se de uma doença determinada geneticamente, não tem como evitar. Porém, é possível iniciar os tratamentos precocemente, no intuito de evitar ou retardar a evolução do quadro”, explica a dermatologista Juliana Fonte.

Ainda segundo a especialista, é recomendado que os pacientes mantenham uma dieta equilibrada e uma rotina de cuidados com a saúde dos cabelos desde a infância. Cuidados com a saúde da pele desde cedo também auxiliam bastante nesse contexto. “Além disso, é importante iniciar os tratamentos adequados o quanto antes, especialmente nos casos de alopecia androgenética (calvície) na adolescência”, afirma a médica. 

Importância do tratamento medicamentoso


De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), apesar da calvície ser, de fato, aparente apenas por volta dos 40 a 50 anos de idade, o problema começa a se manifestar ainda na adolescência. Quando a doença é diagnosticada, o paciente precisa se adequar às medidas de tratamento propostas pelo médico, o que inclui o uso de medicamento específico capaz de
retardar o processo de perda capilar e de estimular o crescimento nas áreas mais afetadas. 

 

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD):

https://www.sbd.org.br/dermatologia/cabelo/doencas-e-problemas/alopecia-androgenetica/25/

 

Foto: Shutterstock

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dra. Juliana Fonte

Dra. Juliana Fonte

Dermatologia

CRM: 32136 / RS

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