UVA ou UVB: Qual variação é mais perigosa para a pele?


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A radiação ultravioleta compreende um espectro eletromagnético que representa cerca de 10% de todas as radiações emitidas pelo sol. Para classificar as mais diferentes variações da radiação ultravioleta, foi estipulado que os raios entre 315 e 400 nanômetros seriam chamados de UVA, enquanto os raios UVB seriam aqueles entre 280 e 315nm. As duas variações possuem efeitos nocivos à pele, mas é possível determinar qual deles oferece mais perigo?

 

Raios UVB estão mais ligados ao câncer de pele

 

Tanto os raios UVA quanto os raios UVB podem danificar a pele. No entanto, o prejuízo causado por cada um é diferente. “O principal responsável pela queimadura solar é o UVB. A pele começa a ficar vermelha cerca de 2 a 7 horas depois da exposição ao sol. Como o UVB é mais energético que o UVA, acredita-se que ele tem o poder de gerar mais câncer de pele”, afirma a dermatologista Gabriella Albuquerque.

Por outro lado, o UVA exerce uma ação mais profunda que o UVB, atingindo até mesmo os vasos da pele, deixando-a mais morena, de forma mais tardia e mais duradoura, além de causar um envelhecimento mais intenso. Segundo a médica, a maior parte da radiação ultravioleta é composta pelos raios UVA, que não são absorvidos pela camada de ozônio.

 

Protetor solar diminui os efeitos da radiação solar

 

A melhor forma de se proteger da ação dos raios UVA e UVB é utilizar diariamente o protetor solar. “Procure sempre filtros com ‘alta proteção’ escrito no rótulo. Em geral, são filtros químicos que possuem fator de proteção acima de 30″, recomenda a dermatologista. O produto deve ser aplicado na pele antes de sair de casa e reaplicado ao longo do dia se pegar sol outras vezes.

Dra. Gabriella aconselha ainda a procurar o chamado PPD (Persistent Pigment Darkening, ou Escurecimento Persistente de Pigmento, em tradução livre), um parâmetro que mede o grau de proteção que o filtro solar oferece contra os raios UVA. Filtros com óxido de zinco e dióxido de titânio mantêm a proteção por mais tempo e de forma mais intensa e, por fim, filtros com cor ajudam a proteger a pele contra a luz visível.

 

Foto: Shutterstock

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dra. Gabriella Albuquerque

Dra. Gabriella Albuquerque

Dermatologia

CRM: 71503-4 / RJ

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