Quais cuidados quem está tratando a síndrome das unhas frágeis deve ter na hora de cortá-las?

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Duas em cada dez pessoas sofrem com a síndrome das unhas frágeis. O problema afeta o fortalecimento das unhas, que passam a ser mais finas, ter dificuldade de crescimento e quebrar com facilidade. As causas são as mais variadas: a fragilidade pode decorrer de traumas, contato com produtos químicos sem proteção e insuficiência nutricional, por exemplo. Nesses casos, o tratamento torna-se mais eficaz quando alguns cuidados são incorporados ao dia a dia. 

“As unhas devem ser mantidas curtas para evitar a descamação e outros traumas. De preferências devem ser cortadas de maneira quadrada para evitar o desenvolvimento de onicocriptose (unha encravada)”, explica a dermatologista Janine Pichler. O ideal é mantê-las aparadas e higienizadas para frear a ação de micro-organismos que podem se alojar ali e causar infecções. Também é importante não retirar as cutículas, que atuam na proteção da unha.

Entenda como é feito o tratamento de unhas frágeis


Dra. Janine afirma ainda que o uso de substâncias irritativas devem ser evitados.  “Em todas as formas da síndrome das unhas frágeis, a aplicação de emolientes é válida e o uso de agentes fortalecedores ungueais pode ser útil, mas eles devem ser usados com cautela. O consumo de
vitaminas específicas para a unha, como a biotina, também pode ajudar no tratamento”, recomenda.

Segundo a médica, o tratamento pode variar dependendo da predominância de onicosquizia, descamação ou separação em camadas da estrutura da unha chamada lâmina ungueal, ou onicorrexe, presença de fissuras e sulcos longitudinais que dão um aspecto fragmentado. “Particularmente no caso da onicosquizia, tanto a desidratação quanto a umidificação excessiva das unhas deve ser evitada. Em pacientes que trabalham em ambientes úmidos, o uso de luvas é fundamental. Nos casos com predominância de onicorrexe, deve-se sempre investigar a possibilidade de doenças metabólicas e nutricionais”, diz Dra. Janine.

Outros fatores de risco que devem ser evitados


O uso de esmaltes deve ser feito com cautela. É recomendado priorizar produtos com função fortalecedora e sempre alternar entre períodos com as unhas pintadas e naturais. Substâncias como formaldeído e acetona devem ser evitados, assim como o contato direto da região com solventes, sabões, ácidos e outros agentes químicos abrasivos. 

Vale lembrar que existem alguns casos em que a síndrome é decorrente de outros problemas de saúde, como por exemplo anemia, diabetes, deficiências circulatórias, hipo ou hipertireoidismo, etc. Por isso, é fundamental procurar a ajuda de um especialista sempre que notar os sintomas que caracterizam a síndrome (unhas fracas, descamando, com dificuldade para crescer, moles e quebradiças) para que ele aponte o tratamento correto para o seu caso.


Foto: Shutterstock

COLABORARAM NESTE CONTEÚDO: 
Dra. Janine Pichler

Dra. Janine Pichler

Dermatologia

CRM: 173902 / SP

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pele
unhas

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