Sinusite, faringite e amigdalite: é possível se prevenir das doenças infecciosas antes que o outono chegue? Confira os mitos e verdades


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Sentiu uma coceira no nariz, a garganta ardendo, está espirrando, tossindo e com um certo mal-estar? Esses sintomas são clássicos de infecções respiratórias como sinusite, faringite e amigdalite, que frequentemente aparecem quando o clima muda drasticamente, como na chegada do outono e inverno. “Esses indícios são confundidos facilmente com gripes e resfriados, sendo difícil o paciente identificar claramente o que ocorre em seu organismo”, comenta a otorrinolaringologista Beatriz Maldonado. Saiba mais sobre essas três doenças e as melhores formas de tratamento.

Por que essas doenças são mais comuns no outono e quem são as pessoas mais atingidas?

 

Segundo a médica, essas inflamações são mais comuns no perído das mudanças climáticas mais extremas, como no caso do verão para o outono. “O aumento de doenças respiratórias é de 50% nesta época”, diz Beatriz.

Se engana quem acha que o frio é o principal responsável pela baixa da imunidade. Ainda que a sabedoria popular indique uma relação direta entre o frio e essas doenças, é bem mais provável que o aumento das infecções aconteça porque em climas mais frios, é normal que pessoas fiquem concentradas em lugares fechados.

É possível se prevenir?

 

A melhor prevenção para esse tipo de infecção oportunista é a manutenção de um sistema imunológico forte, capaz de resistir aos vírus e bactérias causadores das inflamações. Para isso, é importante ter um estilo de vida ativo, com uma alimentação balanceada, que supra as necessidades nutricionais e vitamínicas do corpo. Além disso, alguns medicamentos (chamados de imunomoduladores) podem reforçar o sistema de defesa do organismo, o que é importante especialmente para crianças e idosos, os dois grupos que correm mais riscos.  “Crianças e idosos são os mais atingidos, já que o sistema imunológico está ou em fase de formação ou em declínio, respectivamente”, explica.

O que é a sinusite?

 

De acordo com a otorrinolaringologista, a sinusite é uma doença que atinge os seios da face, cavidades revestidas que produzem muco: olhos, maças do rosto e ao redor do nariz. “Quando a área inflama – devido ao contato de vírus ou bactérias na região -, acumula secreções, causando entupimento das vias nasais, dor de cabeça – existem casos de enxaquecas fortíssimas -, febre e coriza”, explica, destacando que existem situações em que a doença é um alerta. “Se esse muco acumular com freqüência, temos um caso crônico que pode afetar outras partes do corpo, como os pulmões, sendo necessária a cirurgia para remover o muco”, explica.

A médica afirma que o tratamento da sinusite só pode ser realizado após uma consulta médica. “Precisamos saber primeiramente qual a origem da sinusite para indicar o modo correto de tratar, pois se o paciente começar a usar descongestionantes de forma descontrolada, isso pode gerar mais lesões e afetar a circulação da região inflamada, piorando o caso”, alerta.

O que é a faringite?

 

A médica explica que a faringite é muito comum em crianças. “É uma inflamação na faringe (parede bucal) que pode ser de causa viral ou bacteriana. No entanto, é comum que surja após outras doenças, como sinusite ou refluxo, que inflamama região”, diz, descrevendo também alguns dos sintomas mais comuns. “Irritação na garganta, coceira, secura (sensação de sede que não passa nem mesmo ao beber água), febre, pus, dor de ouvido, dificuldade para engolir e tosse”.

A médica afirma que é preciso cuidar da doença com acompanhamento médico. “A doença já é uma evolução de outras e, comumente, se não tratada logo, pode evoluir para um quadro de amigdalite, bronquite e até mesmo pneumonia, sendo necessário o uso de antibióticos”, atenta.

O que é a amigdalite?

 

Outra complicação que pode ser confundida com uma gripe ou resfriado, a amigdalite pode ser viral ou bacteriana e causa dor de garganta, febre, dificuldade de engolir e até mesmo o surgimento de gânglios no pescoço. “Antigamente, era comum que as crianças removessem as amígdalas, mas hoje só recomendamos se o paciente apresentar surtos recorrentes ou quando elas são grandes demais, causando obstrução nas vias respiratórias”, afirma. “Dependendo do caso, ministramos anti-inflamatórios, antibióticos e corticóides, medicamentos que precisam de receita”.

 

 

Dra. Beatriz Maldonado é otorrinolaringologista na Otoclínica Dr. Fernando Gosling, no Rio de Janeiro. CRM 776459

 

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