Bonés e chapéus são suficientes para proteger a pele sensível do sol?


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Quem tem a pele sensível não deve medir esforços para protegê-la contra os efeitos da radiação solar. Para isso, é necessário procurar um dermatologista para descobrir quais são as medidas mais importantes, já que bonés e chapéus utilizados no dia a dia não são barreiras muito eficientes de proteção UV. Na verdade, muitas vezes, a proteção é bem pequena, causando uma falsa impressão que pode gerar risco à pele, como queimaduras e manchas.

Roupas de algodão e seda quase não protegem a pele do sol


Para as roupas tradicionais, existem diversos fatores envolvendo o material e a modelagem que interferem na proteção. “Os tecidos que conferem proteção mais alta normalmente não são os que usamos no cotidiano sob o sol: tecidos de trama apertada, fibra pesada, cor escura, totalmente secos, inclusive de suor, e não muito justos”, afirma o dermatologista Tiago Silveira.

Segundo o médico, as fibras que fornecem alta proteção são lã, 100% poliéster e poliacrílico. Já as fibras que protegem pouco são o algodão, o náilon e a seda. Os chapéus, por sua vez, devem ter no mínimo sete centímetros de aba, dando a volta em toda a cabeça e protegendo também o pescoço e as orelhas.

Chapéus e bonés não dispensam uso de protetor solar


Entretanto, o especialista afirma que já existem tecidos que são confortáveis e que têm um alto índice de proteção ultravioleta, o chamado FPU, descrito nas etiquetas. “Esse tipo de roupa é mais adequado para uso ao ar livre nos indivíduos de
pele sensível ao sol e é encontrado em lojas especializadas. Por exemplo, uma roupa com FPU de 50, bloqueia 98% dos raios ultravioletas”, informa Tiago.

Para garantir uma proteção completa, é importante não usar apenas roupas adequadas, mas também guarda-sol ao ir à praia ou à piscina e utilizar filtro solar de qualidade e com alto fator de proteção. “Deve ser aplicada camada generosa e reaplicar a cada duas horas, ou sempre que a pessoa suar muito ou entrar na água”, completa o dermatologista. Outra atitude necessária é evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas.

Dr. Tiago Silveira Lima é dermatologista, formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com residência médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). CRM-RJ: 52-86397-1 – http://www.tiagosilveira.med.br

Foto: Shutterstock

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