Substituir a medicação usada na recuperação de um infarto pode aumentar o risco de complicações?


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As artérias coronárias são assim chamadas porque cobrem o coração como uma espécie de coroa. Ao sofrer um infarto agudo do miocárdio, uma dessas artérias, ou um de seus ramos, é ocluída abruptamente. No atendimento de urgência, o médico pode aplicar um medicamento chamado trombolítico ou realizar a desobstrução mecânica do vaso com um cateter (angioplastia) e introduzir uma pequena prótese para manter o vaso aberto. Para reduzir os riscos de um novo infarto, é fundamental seguir com todos os medicamentos necessários prescritos.

Uso de medicações ajuda a diminuir riscos de novo infarto


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prótese, também chamada de stent, é colocada dentro da sua artéria e serve para mantê-la aberta, permitindo que seu sangue circule normalmente. “Acontece que esse stent é um corpo estranho e, nos primeiros 30 ou 60 dias, existe uma tendência de formação de um novo coágulo por causa desse corpo estranho”, explica o cardiologista Ricardo Rodrigues. É aí que entram os medicamentos para ajudar na sua recuperação.

“Nós introduzimos medicamentos que são conhecidos como antiagregantes, que não deixam o sangue coagular”, afirma o profissional. Ao indicar esses medicamentos, que incluem o ácido acetilsalicílico e o clopidogre (ou ainda outros, com a mesma ação), seu médico busca impedir uma nova obstrução da artéria.

Medicações pós-infarto devem ser mantidas durante um ano


Substituir essas medicações aumenta consideravelmente a chance de complicações. “Se você troca as medicações, você corre um sério
risco de infartar novamente por trombose de stent. Por segurança, nós mantemos essa conduta por um ano, pelo menos, após a introdução do stent. Não é aconselhável alterar medicamentos, principalmente, depois do infarto“, alerta o especialista.

Além da retirada da medicação prescrita, outro grave problema é a introdução de um novo medicamento sem planejamento prévio e sem a autorização de seu cardiologista. 

Dr. Ricardo José Rodrigues é cardiologista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e atua no Centro do Coração de Londrina (PR). CRM-PR 11852

Foto: Shutterstock

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